Archive for ‘História’

outubro 3rd, 2011

Moroccanoil: o milagre em forma de óleo

by Julia Salgueiro

Eu vivia ouvindo falar no tal do Morocannoil já faz algum tempo e não entendia a histeria das mulheres, incluindo as famosas, dizendo que era um milagre em forma de óleo. Primeiro que óleo me lembra aqueles produtos genéricos que dizem que dá certo mas você usa e só deixa teu cabelo lambido por alguns dias e depois porque achei que se tratava de uma jogada de marketing visto que tantas famosas estavam pirando pelo produto.

Isso tudo, até ter um frasquinho na minha mão e começar a usar…

Mas como é isso?

Bom, a primeira versão do produto foi o óleo a base de Argan, um frutinho marroquino que parece ser muito popular entre as mulheres dos lados de lá por conta dos resultados nos produtos para beleza. O que ele faz? Simplesmente trata sem química qualquer tipo de cabelo e deixa realmente ele macio e sedoso além de fortalecido e completamente condicionado.

E tem mais, adeus frizz e opacidade. Como se não bastasse isso tudo, ele ainda é um poderoso antioxidante e protetor solar, é rico em vitaminas A (melhora a elasticidade), E (protege contra os radicais livres), F (contém Omega 6) e elementos naturais.

Parace mesmo um milagre? Mas é!

Não é a toa que se tornou objeto de desejo das estrelas de Hollywood e de nós, meras mortais. Salma Hayek, Lady Gaga, Katy Perry, Renée Zellweger e Taylor Swift, já usam a linha.

A boa é que o produto e toda a linha a base do óleo de Argan acaba de começar a ser vendida no Brasil e a cidade escolhida para o lançamento oficial foi Recife. Óbviamente, como boa curiosa, fui atrás pra testar e é mesmo toda essa maravilha. No evento realizado na loja Dona Santa – Santo Homem, além do produto, ainda conhecemos a história.

Um pouco de história

Vamos a uma breve historinha? Batemos um papo com Patricia Molina, Diretora internacional da marca Moroccanoil que veio diretamente de Barcelona para o lançamento e ela nos contou como tudo começou:

Carmen, a “descobridora” da maravilha e fundadora da marca estava em Israel, teria um casamento no dia seguinte mas seus cabelos estavam detonados. No hotel onde ela estava hospedada, indicaram um salão próximo. Lá, quase desesperada pedindo ajuda, foi apresentada ao óleo de Argan que, a princípio não chamou nenhuma atenção mas, no dia seguinte, com o resultado estampado nos cabelos, ficou realmente comprovada sua eficácia. Foi então que ela resolveu comprar vários frasquinhos e espalhar seus poderes com o restante do mundo.

O mais interessante é que hoje, existe uma cooperativa de mulheres da tribo Berber que ficou responsável pela produção do óleo e o lucro com as vendas é dividido entre elas.

Como usar:

É um finalizador e pode ser aplicado em todos os tipos de cabelo até em fios oleosos desde que não use no couro cabeludo (só nas pontas e comprimento).

Existem 3 formas de aplicação:

1. Pré-sublimação

Após usar o xampu de costume seque um pouco com toalha e aplique o óleo levemente aquecido em banho-maria para uma massagem capilar relaxante. Depois, lave normalmente. O resultado é uma melhor revitalização do couro cabeludo.

2. Intrassublimação

Após usar o xampu de costume seque um pouco com toalha, misture uma máscara de tratamento com o óleo levemente aquecido em banho-maria e aplique nos fios. Após 5 minutos, enxague e aplique um finalizador. O resultado é maior nutrição e leveza.

3. Pós-sublimação

Após a escova ou a chapinha, aplique o óleo de Argan como finalizador. O resultado é pontas reparadas, cabelos macios e sem frizz

Para a Pele?

Também existem versões do óleo de Argan para o rosto e corpo. Ele é ótimo para previnir estrias, acne, eczemas, psoríase e rugas. Tem efeito anti-envelhecimento, regenerador da pele, anti-séptico e, ao contrário do que você pode estar pensando, ele penetra rapidamente deixando-a hidratada e sem aquele aspecto gorduroso. Pode aplicar diretamente nas unhas, rosto, corpo além de no cabelo por se tratar de um produto 100% natural.

Para a pele: Use o óleo uma hora antes do banho.
Para as unhas: Use o óleo misturado a sumo de limão antes de deitar.

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Pontos de venda no Recife

Camarim VIP: (81) 3032.0508
SET Paço Alfândega: (81) 3326.0296 / 3424.7447
Platz: (81) 3265.6361
Jacques Jeanine: (81) 3464.6368
SET – Espaço Diva: (81) 3465.6717
Bella Aldeia: (81) 3459.7609
Julita e Paulo: (81) 3326.4400
Salão Edson Sandes: (81) 3326.7104
Espaço Fábia Roberta: (81) 3361.4470
Edvilma: (81) 3228.3379
Edelson: (81) 3301.1632
Ana Klein: (81) 3464.6592



agosto 29th, 2011

Vestidinho pop

by Julia Salgueiro

Que tal vestidos básicos com estampas inspiradas na cultura pop?

Essa foi a ideia de Lisa Perry ao trazer para seus vestidinhos trapézio, modelo criado por Yves Saint Laurent na década de 50, ícones pop conhecidos por quem adora arte. É como carregar uma obra no corpo. Mais conceito pop, impossível. Simplesmente cool!

Veja a coleção inspirada em Roy Lichtenstein:

Foto: Tony Conicola/NYT

Pra quem não sabe, Roy Lichtenstein, foi um dos pintores mais famosos do movimento Pop art e suas obras brincavam com os quadrinhos e muitas cores.

Esses, lançados em 2010, homenageiam Andy Warhol.

Andy Warhol foi empresário, cineasta e pintor e também foi um dos fortes nomes da Pop art.



julho 23rd, 2011

O estilo de Amy Winehouse

by Julia Salgueiro

O twitter espalhou e as notícias, nos jornais internacionais e depois pelo Brasil, confirmaram: Aos 27 anos, a diva Amy Winehouse se foi. Seu corpo foi encontrado por volta das 16h (horário de Londres) em seu flat no norte da capital britânica.

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Conhecida no mundo todo por sua voz incrível e seus escândalos, é com seu estilo de vestir que ela mostrou que não veio ao mundo pra passar despercebida. Estamos falando de Amy Winehouse que, no início de 2011 esteve no Brasil fazendo shows em algumas capitais brasileiras (e eu tive o prazer de ver de perto).

Seu estilo não é algo que se possa definir como advindo de uma única influência. Na verdade é um mix de estilos. Os olhos com delineador exagerado são influência dos anos 60 com as maquiagens “gatinho” assim como os cabelos com um super aplique com muito volume no topo da cabeça, bem típico das divas da mesma década.

Nas roupas, uma mistura do leve erotismo das pin-ups, aquelas mulheres que posavam para fotos de calendário (daí o nome “pin-up“. Numa tradução livre “para pendurar”, pois os calendários com as fotos dessas divas eram presos nas paredes), com um ar rock ressaltado pelas muitas tatuagens que a artista ostenta. Aliás, a identificação com as pin-ups fica evidente numa dos desenhos gravados no seu braço esquerdo.

Sempre com calças skinny, camisetas e sapatilhas de balé (ao estilo Audrey Hepburn), ela foi evoluindo pros vestidos rodados e roupas de grife mas sempre mantendo sua influência retrô, nunca deixando de lado o ar de diva.

A cantora lançou uma coleção em parceria com a grife inglesa Fred Perry. Evidentemente ela não iria fugir das polêmicas já que esse sempre pareceu ser seu codinome. Pediu que a grade de tamanhos fosse aumentada para atender às mulheres mais magras e “mingnon” como ela. Isso gerou alguns comentários a respeito de anorexia e incentivo à magreza, mas Amy, que tem 1,59m e deve ter, no máximo 50kg, retrucou que esse é o seu biotipo e ela, como co-criadora da coleção, gostaria de vestir as peças e de ver garotas mais magras como ela, podendo usá-las.

A Fredy Perry é uma marca com 58 anos de história e é uma das preferidas da cantora que foi escolhida pela grife por ser uma fã e consumidora. Surgiu como marca de sportwear, evoluiu para o streetwear e acabou sendo referência de estilo entre músicos.

Amy então retornou aos holofotes atuando intensamente junto à equipe criativa e colocando seus gostos pessoais na coleção assinada por ela que chegou às lojas em outubro do ano passado. A inspiração veio das pin-ups dos anos 40 e 50 e ela própria posou para o catálogo que mostra as 17 peças, entre roupas e acessórios. Ela também fez fotos para a revista americana Harper’s Bazaar mostrando sua coleção na edição de novembro de 2010 produzida por Bryan Adams e falou suas investidas no mundo da moda e sobre ser tida como um ícone fashion. “Eu apenas me visto como nos anos 50. Não sou muito boa nisso. Sou cantora, trabalho com música e não sou boa fazendo poses, mas tudo depende de com quem você trabalha“.

Mas o envolvimento de Winehouse com a moda não é recente. Ela já inspirou grandes nomes como Karl Lagerfeld e Roberto Cavalli. Karl já a comparou com Brigitte Bardot. “Ela é um ícone de estilo. Ela é linda e uma artista abençoada. Adoro o seu penteado e me inspirei nele. Achei tão Brigitte Bardot, anos 50 e 60. Amy adaptou e criou seu próprio estilo. Ela é a nova Brigitte“, disse o estilista no final de 2007 quando desfilou sua coleção na semana de moda de Londres.

Roberto Cavalli ensaiou uma parceria que acabou só ficando nos boatos apesar de ter declarado “adorar” o estilo de Amy.

E o assim foi que a mídia acabou se aproveitando do auge da debilidade da cantora explorando o glamour e a tragédia pessoal.

Em 2009, o tablóide britânico The Sun, publicou uma foto do que parecia ser mesmo o retorno da cantora ao show business. Ela havia colocado próteses de silicone nos seios alegando que gostaria de recuperar as curvas que tinha em 2003 quando despontou  no cenário musical. A partir daí, parece mesmo que a auto estima cresceu e a imagem começou a ser recuperada.

Com dois álbuns (“Frank“  e “Back to Black“) gravados em estúdio, Amy teve uma carreira complicada de 2008 até 2010, quando terminou seu tratamento de reabilitação das drogas e álcool.

As 505 mil cópias vendidas até hoje de seus dois álbuns, somente no Brasil, já garantem um número impressionante. Em 2011, estava previsto lançamento do terceiro álbum. Em novembro de 2010 foi lançado o primeiro single do novo álbum de Winehouse: “It’s My Party“, uma regravação do sucesso de Quincy Jones dos anos 60.

Assim como ela, e não só na música, outras estrelas (podíamos citar muitas aqui) influenciam a moda e criam seu próprio estilo. O hedonismo, o querer ser e parecer, torna esses dois mundos tão afins e tão ligados e influenciando, marcando, criando estrelas e até mesmo, se aproveitando das suas fraquezas. E, como uma fênix, Amy Winehouse, voltou ao sucesso… mas hoje se foi pra sempre.

R.I.P. Amy

Fotos: Reprodução

O texto, agora atualizado, foi escrito para o portal Closet On Line em janeiro de 2011.

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julho 21st, 2011

Sapatilhas: Manual de instruções

by Julia Salgueiro

Você ama um saltão, correto? As baixinhas como eu (e as altinhas também) se sentem poderosas a bordo de um super salto mas, vamos combinar que uma sapatilha sempre cai bem na hora que queremos conforto!?

Pois é. A sapatilha é um item indispensável no guarda-roupa feminino e foi eternizada pela musa Audrey Hepburn desde 1957, quando ela apareceu usando uma sapatilha de balé.

Desde o final da década de 50 elas fazem sucesso e foram muito usadas com leggings, calças capri, calças skinny e saias com cortes retos e ajustados ao corpo.

As opções que encontramos hoje no mercado tem muito mais personalidade, diversos tipos de materiais e modelos.

Saiba que uma sapatilha, por si só, já é um item casual e pode detonar todo seu visual se usada de uma forma que não combine com seu biotipo. Então, tenha cuidado.

Sabia que existem algumas dicas pra tirar proveito das sapatilhas valorizando seu corpo? Pois bem, olha elas aí:

  • Se você tem pernas grossas, os modelos mais indicados são os com lateral mais fechada (1) criando a ilusão de equilíbrio das proporções. As com bico fino (2) também são ideais para dar a ilusão de pernas mais longas.
  • As baixinhas podem apostar em sapatilhas mais cavadas na frente (3) e de cores mais próximas ao tom da calça ou da pele. E atenção com o comprimento da calça: a barra não pode arrastar no chão.
  • Seu pé é grande? Vai nos modelos com biqueira (4).
  • Ficam ótimas com com calça skinny ou boyfriend mas, só para as mais magras.
  • Para alongar a silhueta, use com jeans escuro.
  • As no estilo peep toe (5) dão a impressão de aumentar o tamanho do pé.
  • Quanto às cores e texturas, sapatilhas coloridas (6) ficam melhores em looks neutros e para festas e ocasiões mais formais, prefira as de verniz (6), cetim (7) ou com paetês (8).
  • As calças capri têm o comprimento ideal para deixar as sapatilhas em destaque. A sapatilha baixa também faz bela dupla com calças de comprimento mais longo e, metalizadas, avivam qualquer look básico.
  • Uma boa imagem a ser explorada quando as temperaturas começarem a subir. Sapatilhas com short curtinho.

Audrey Hepburn ainda era uma  jovem estrela do cinema quando popularizou o sapato de balé da marca Capézio em 1957. Do palco para as ruas, a transição do uso das sapatilhas havia acontecido na década anterior.

A lição que Audrey Hepburn aprendeu com seu estilista favorito, o francês Givenchy, foi que a simplicidade é a essência de uma moda atemporal. Ou seja, clássica.

As sapatilhas então, são uma revisão das do balé clássico. A biqueira quadrada é uma adaptação dos sapatos de baile do início do século XIX. Reintroduzidas à moda graças ao estilista Marc Jacobs epor serem um clássico, entra estação, sai estação, elas continuam sempre em alta e elegantes.

Uma curiosidade: as “zapatillas” dos toureiros espanhóis têm laços ao estilo das “bailarinas“.



julho 19th, 2011

A história da camiseta

by Julia Salgueiro

No antigo ModaModaModa eu fazia umas pesquisa históricas bem legais  e quando perdi todos os arquivos lamentei muito alguns textos terem ido pro limbo.

Graças a uma busca no Google e a um blog daqueles que copiam os textos na íntegra, consegui recuperar um deles que é bem legal sobre a história das camisetas.

Vamos lá?

Camiseta

A camiseta não apareceu das aspirações de alguma época ou de idéias revolucionárias de algum estilista. Feita, a princípio, para simplesmente não aparecer, era usada como “roupa de baixo” para proteger as camisas do desgaste e das inconveniências da transpiração, além de servir como uma proteção para enfrentar dias de temperaturas menores com as roupas tradicionais.No Brasil, na época da colonização, a camiseta começou sua trajetória conhecida como “coisa de português”. Os colonizadores, ao chegarem ao país e depararem com nosso clima de temperaturas bem diferentes das européias, se viram obrigados a tirar todas as suas roupas pesadas e exibirem apenas suas roupas de baixo – sim, a própria. Foi quando a camiseta apareceu, sem roupa alguma para cobrir suas formas. Estava lá, ela, para quem quisesse ver. Mas seu prestígio ainda estava longe de ser reconhecido.

Foi na década de 60 que a popularidade da camiseta estourou. Seu sucesso veio dos ares desafiantes dos jovens, que contestavam tudo e todos, colocando em questão os valores de toda uma sociedade. No meio de todas as rebeldias e da luta contra o que, até então, havia sido proposto como comportamento, os jovens decidiram que as camisetas não iriam mais se esconder embaixo de qualquer outro pedaço de tecido. Ela tinha que aparecer e dizer a todos que agora seria assim, não importando o que a sociedade pensasse. Aliás, melhor se pensassem ao contrário.

Todas as mudanças de comportamento que aconteceram nos anos 60 geraram uma nova sociedade de consumo, ao mesmo tempo em que a sociedade industrial avançava e os meios de comunicação – que também tiveram sua explosão nesta época – quebravam os valores e introduziam uma cultura uniforme e sem fronteiras. É então que, conscientes desse novo e promissor mercado consumidor, as empresas passam a criar produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda. E, como a regra era contestar, a moda dos jovens era não seguir moda.

Agora, sim, o terreno estava pronto para a camiseta entrar em ação. Tudo o que ela precisava para sair, de vez, debaixo das camisas e aparecer para o mundo estava armado: o desejo de contestação dos jovens, o mercado e a indústria, prontos para atender às suas necessidades de consumo. Desde então, a camiseta faz parte do guarda-roupa como peça indispensável a qualquer pessoa, de qualquer classe social, sexo ou ideologia.

Na Música

Para a música, a roupa sempre significou mais que um simples tema, principalmente para o rock. E foi no cenário pop da segunda metade do século que a roupa e o rock se encontraram num casamento feliz e duradouro, onde a camiseta surge como uma peça considerada muito mais que uma vestimenta, mas uma verdadeira bandeira cultural.

Em uma edição da década de 80, a revista Rolling Stone, medidor e porta-voz do rock e da contracultura, registra: “As camisetas são os trajes definitivos do rock. São os tambores falantes dos anos 70 e 80, significadores de dez dólares, identificadores ideológicos.” Uma questão interessante é a briga entre a música e o cinema pelo crédito de ter iniciado a moda das camisetas.

Antes de Marlon Brando encarnar Kowalsky vestindo uma justa t-shirt, o trompetista de jazz Chet Baker já teria o hábito de aparecer em público usando a peça, à qual sempre foi fiel. Podemos citar, também, Bob Dylan, que na capa de seu disco Highway 61 Revisited, de 1965, ostenta uma camiseta por baixo de uma jaqueta de couro de motoqueiro.

Bob Dylan

Como fenômeno de massa, as t-shirts refletiam a mudança de mood à partir dos anos 70. A nova tendência era para uma convergência e democratização da moda. E quem selou, definitivamente, essa passagem do hippie-indiano e tribalista para a nova realidade foi um outro roqueiro, John Lennon, com a famosa declaração à revista Rolling Stone: “O sonho acabou”. Ele mesmo trocou as exuberantes indumentárias dos Beatles pelo trio jeans, tênis e camiseta, que se tornavam os novos ícones universais da vestimenta. E após todas essas décadas, a música e a camiseta continuam juntas. Ao que tudo indica, continuarão neste casamento feliz por muito tempo.

John Lennon

Fotos: Reprodução



julho 4th, 2011

Figurino histórico das princesas da Disney

by Julia Salgueiro

Não sei se vocês já notaram mas as Princesas da Disney não usam roupas da época referente à sua história.

Claire Hummel, assim como eu, percebeu esse lapso na história e desenhou as princesas com os figurinos certos.

Olha como ficou:

Bela de A Bela e a Fera

Cinderela

Jasmine

Branca de Neve

Ariel

Pocahontas

A Bela Adormecida



julho 1st, 2011

Modo de usar: Chapéus

by Julia Salgueiro

Chapéus são acessórios clássicos tanto para mulheres quanto para homens e, ao longo da história se mostraram como símbolo de elegância e até status social.

A palavra chapéu vem do latim “cappa” que significa “peça usada para cobrir a cabeça“.

No Antigo Egito, Babilônia e Grécia, eles mas se pareciam com faixas com o objetivo de prender os cabelos. Algo semelhante aos turbantes. Também era usadas tiaras e cordas finas com esse mesma finalidade. A faixa colocada em torno da copa na atualidade tem referência nesses primeiros adornos usados na cabeça.

O primeiro chapéu mais parecido com o que conhecemos hoje foi o Pétaso. Tinha copa baixa, abas largas e era usado pelos gregos durante suas viagens como forma de proteção. Seu uso perdurou por toda a Idade Média.

Pétaso e Bonnet Rouge

Na Antiga Roma os escravos recém libertos usavam uma espécie de gorro em forma de cone com a ponta caída paara o lado (mais ou menos como o gorro do Papai Noel) como sinal de sua liberdade. Esse modelo foi revivido na Revolução Francesa e chamado de “Bonnet Rouge” se tornando o símbolo do partido republicano.

Depois da Revolução Francesa foram adquirindo formatos diferenciados e ricos adornos. Até hoje os chapéus guardam algumas influências dos antigos.

No inverno ou no verão, dos mais sofisticados aos mais simples, eles dão charme e, quando usados como centro das atenções de um look, podem fazer toda a diferença.

A dica é “menos é mais“. Apostar em peças simples e deixar o chapéu como centro das atenções.

Ao escolher seu preferido, leve em conta seu biotipo e formato de rosto. Rosto pequeno pede chapéus menores e mais discretos com a copa (parte do chapéu que vai desde o encaixe da cabeça até o topo dele) e aba proporcionais. Quem tem rosto mais largo e quadrado pode escolher chapéus maiores e com copa média ou baixa.

Apesar do nome, ele é fabricado no Equador, em Cuenca e Montecristi. Suas características principais são a cor clara e o material do qual é feito: palha de uma planta chamada Carludovica Palmata, originária do Equador e países vizinhos.
Pode vir em diversos formatos e a diferença entre o esportivo e o clássico está na cor da fita que o decora. A de cor clara o torna esportivo e a mais escura, clássico.
Perfeito para ser usado nos dias quentes por serem leves, dão ar despojado nas produções. Mulheres também tem aderido a esse acessório sempre abusando da feminilidade no restante do look.

Fabricado em feltro ou pele de coelho, é também conhecido como Borsalino e tem o mesmo formato do Panamá. Surgiu por volta do século XX e teve bastante sucesso por conta de seu uso por atores nos filmes de Hollywood nos anos 40.
É o modelo atual e perfeito pra quem quer dar um toque fashion na produção. Pode ser usado de dia e de noite e fica ótimo até para quem tem rosto mais redondo. Use não muito arrumadinho.

Semelhante ao Fedora, tornou-se popular por ser muito usado entre músicos de Jazz e Soul além de ser o preferido das celebridades hollywoodianas. Seu estilo lembra também o Panamá só que com abas mais estreitas. Ficam muito bem em quem tem rosto mais fino.

Os primeiros a usarem foram os escoceses e bascos mas elas se tornaram símbolo militar quando caçadores alpinos franceses resolveram usar boina azul escura, em 1889, como parte do uniforme. Nos anos 60 foram adotados pelos Panteras Negras como símbolo do partido que tinha como finalidade original, patrulhar guetos negros protegendo de atitudes brutais da polícia. Por ser bem diferente, dão toque alternativo no visual.

Usado pro homens e mulheres, fica bem em quase todos os tipos de rosto. É mais usado por quem opta por looks mais esportivos e é bastante popular entre os mais jovens. Deve ser usado em ocasiões casuais.

É um chapéu feminino com cara de verão. Levinho e com abas largas e molengas, dão ar despretencioso ao look. Ficam ótimos em mulheres de rosto mais fino e podem ser usados com vestidos mais leves e esvoaçantes.


Seu formato lembra um sino (daí seu nome que vem do francês) e ele foi muito popular na década de 20 e no período pós Primeira Guerra. A copa praticamente se confunde com a aba. Esse modelo extremamente feminino e delicado é arrematado com fitas e detalhes em laços que completam sua estrutura.



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junho 21st, 2011

Louis Vuitton no museu

by Julia Salgueiro

Definitivamente é preciso ser um gigante do mundo da moda para ter seu próprio museu para exibir as peças mais valiosas e literalmente peças de arte que apaixonam mulheres no mundo todo. Estamos falando da Louis Vuitton.

Desde 1º de junho de 2011 estão expostas em Beijing coleções das bolsas assim como trabalhos, escritos e artigos de várias celebridades sobre a empresa.

A exposição “Louis Vuitton Viagens“, tem espaço no Museu Nacional da China que ficará até o dia 30 de agosto para que todos os admiradores da marca possam admirar acessórios e carteiras desde 1854.

A LV é, sem dúvida, uma das marcas de moda com uma história que fala por si só e vem de muitos antes da comercialização de seus produtos depois do trabalho de Marketing. Esta exposição é uma homenagem ao estilista Marc Jacobs que trabalha na empresa desde 1997.

Que tal um tour pela exposição?

Vídeo: The MaoSuit



junho 10th, 2011

Converse Jack Purcell

by Julia Salgueiro

John Edward Purcell (conhecido como Jack Purcell), foi um jogador de Badminton: um esporte semelhante ao tênis mas jogado com uma peteca no lugar da bola e uma raquete pequena e de cabo longo.

Jack foi campeão nacional e mundial deste esporte na década de 1930. Em 1973, ele entrou para o hall da fama dos campeões Olímpicos do Canadá quando o Badminton ainda não era um esporte olímpico.

Em 1935, ele desenvolveu, junto com a companhia canadense BFGoodrich, um tênis que era usado dentro e fora das quadras. Quando a Converse assumiu a marca nos anos 70, ela passou a cuidar da produção do modelo, com um apelo vintage.

A diferença para os outros modelos da Converse é que a biqueira é mais elevada, o solado é feito em borracha e o tradicional “sorrisinho” na frente (assinatura do esportista e marca registrada). Curiosidade: O tal “sorriso” na biqueira dos tênis simboliza a natureza amável e maliciosa dos jovens formados nas tradições “blue blood” da Nova Inglaterra, mas de espírito independente o suficiente para quebrar as regras. Eles são feitos para quem é espontâneo e encantador, com uma elegância inacabada. Igualmente refinado e rebelde, para quem aprecia as coisas boas da vida e gosta de ultrapassar os limites tanto em estilo quanto em comportamento. Hoje o Converse Jack Purcell é conhecido mais pelo seu apelo de moda vintage do que pelo uso esportivo.

 



maio 26th, 2011

Uma breve história do jeans

by Julia Salgueiro

Tudo começou em Nimes, na França (1872) quando o tecido foi fabricado pela primeira vez. Mas foi em Maryland, na Nova Inglaterra em 1793 que o uso pela indústria têxtil deste algodão sarjado batizado de Denim se popularizou.

O dia 20 de maio foi escolhido como uma espécie de data de aniversário do jeans, pois foi exatamente neste dia, no ano de 1873 foi liberada a patente da primeira peça produzida com esse material: uma calça.

A calça jeans foi criada em 1853, pela dupla Levis Strauss e Jacob Davis, para ser resistente e ser usada por trabalhadores de minas americanas porque os homens necessitavam de roupas com um tecido que não se rasgasse ou se desgastasse facilmente. O jeans é durável e não merece grandes cuidados e, exatamente por isso era perfeito para ser destinado a roupas de trabalho.

Do ponto de vista técnico, o Denim nasceu da fusão de um tecido de sarja de algodão e um corante, azul índigo. Ed Cray descreve em seu livro o seguinte: “…os fios da trama são submetidos a dois tipos de tratamento. Apenas um deles é tingido e o outro mantém seu tom original.

O imigrante alemão Strauss e seu sócio Jacob Davis (alfaiate da Califórnia) confeccionaram então a primeira calça jeans com acabamento em rebites que reforçavam a costura.

Mineradores americanos

O modelo criado por eles fez tanto sucesso entre os mineradores que eles incorporaram a peça como uniforme.

Só depois de muito tempo e do aprimoramento das técnicas de fabricação quando o jeans começou a ser lavado com pedras antes de ir para as lojas, ele começou a ficar mais macio.

O tecido marrom usado na fabricação das peças vinha de Maryland e, primeiramente, era utilizado para cobrir carroças. Quando as vendas do tecido começaram a cair, passou-se a usá-lo na fabricação das calças com três bolsos que se prendiam com tiras. Em 1910 elas passaram a ter bolsos traseiros.

Itália, 1922

As calças passarem a  vendidas em larga escala, ele se tornaram um item revolucionário que mudou toda a forma de vestir das pessoas. Já na cor índigo (que na verdade é verde e, com o tempo e a luz, ainda na tecelagem, vai se transformando em azul), ele passou a vestir não só os mineradores, mas também virou sucesso em agricultores, ferroviários e vaqueiros americanos. Posteriormente também foi usado pelos hippies como símbolo de rebeldia contra as roupas convencionais.

Hippies

A Levi Strauss & Co. dominava o mercado do sul dos EUA enquanto Blue Bell / Wrangler ficava com o norte e H.D. Lee Inc com o meio oeste.

O jeans, é uma moda que veio do povo, nascida não pelas mãos de um estilista, mas popularizada pelo uso e aceitação pelas pessoas. (Entenda como nasce uma moda clicando aqui)

O jeans é um fenômeno singular e se tornou um clássico não só para homens como também para mulheres (veja alguns clássicos do guarda roupas feminino aqui).

É usado em todos os continentes, por trabalhadores do campo e da cidade, adotado por ricos e por pobres e até hoje conserva as características das primeiras peças produzidas no mundo.

Ídolos na música como Elvis Presley e do cinema como Marlon Brando e James Dean, fizeram a ponte entre o jeans e à liberdade e rebeldia de toda uma geração. Até hoje o modelo clássico 501 da Levi Strauss com rebites e botão de metal inspiram marcas em todo o mundo.

Elvis Presley, Marlon Brando e James Dean

O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein. A princípio o jeans não foi bem aceito pelos costureiros que decretaram que em pouco tempo os homens estariam usando saias ou se vestindo como astronautas. Nada disso aconteceu. A medida que a modelagem foi evoluindo, as possibilidades de melhora no tecido foram surgindo e a indústria da moda se abriu às várias tendência de estilo, o jeans foi incorporando o conceito de democracia e versatilidade no modo de vestir.

A indústria da moda aderiu criando etiquetas de luxo para explorar esse nicho de mercado. Hoje temos peças com modelagens elaboradas, vários tipos de acabamento e lavagens e não são só calças. O jeans serve de matéria prima pra muitas outras peças do guarda roupas incluindo até lavagens ecologicamente corretas com redução na quantidade de água utilizada (uma calça jeans básica gasta cerca de 11 mil litros de água ao longo de todo o processo de fabricação, segundo a ONG Water Footprint Network. Isso é equivalente à capacidade de um caminhão-pipa.).

Em 2008 foi leiloado pelo eBay o jeans mais caro do mundo, arrematado pela bagatela de US$ 36.099,00. Foi uma calça Levi’s modelo 201 feita na década de 1890 e encontrada dentro de uma mina no deserto de Mojave na Califórnia.

Jeans leiloado pelo eBay

Num estado de conservação muito bom, levando-se em consideração seus mais de 100 anos, ela se manteve quase intacta porque, além de estar coberta de parafina (das velas usadas para iluminar o ambiente) ela estava dentro de uma bolsa.

Fontes: Dicionário da Moda, Marco Sabino; Google Cronograma



maio 13th, 2011

Você sabia? Buquê de noiva

by Julia Salgueiro

Bom, eu nunca vi uma noiva entrar no seu casamento sem um buquê. você já viu? Pois bem. Essa tradição tem história. Nesse mês de maio, mês conhecido como mês das noivas, eu te conto um pouco de como isso tudo surgiu.

O simbolismo do buquê das noivas remete à fertilidade já que as flores são os órgãos reprodutores das plantas.

Noiva grega, na Idade Média e na Era Vitoriana.

Os gregos e romanos faziam buquês com uma mistura de alho, ervas e grãos. Era praticamente uma prato! Mas há uma explicação. O alho seria para afastar os maus espíritos e as ervas e grãos para que trazer boas energias para a união. Os antigos romanos também costumavam atirar flores na noiva para que as pétalas touxessem sorte e amor ao casal.

Durante a Idade Média, na Europa, é que os arranjos levados nas mãos pelas noivas começaram a ficar mais sofisticados e com flores exóticas.

Na Era Vitoriana, entre 1837 e 1901, não era de bom tom declarar seus sentimentos abertamente então foi criada a “Linguagem da flores“. Isso servia para demosntrar as intenções sem usar as palavras. Foi aí que os buquês passaram a ser escolhidos de acordo com o significado das flores.

Por exemplo, os buquês mais tradicionais, são os com rosas. A vermelha significa paixão, a amarela felicidade e amizade, o tom de rosa normal, amizade e carinho, o mais escuro, gratidão e o mais claro simpatia e admiração, assim como a rosa conhecida como rosa chá.

A champagne indica a fidelidade entre o casal, a branca inocência, beleza e charme, a laranja fascinação e encanto e a coral desejo e entusiasmo.

Existem também as mais diferentes como a lilás, que quer dizer amor à primeira visa, a roxa que indica amor materno e a mais incomum, a azul (que é tingida) significa mistério e conquista.

Combinações de vermelhas com amarelas indicam desejos de felicidade, coloridas com tons claros, amizade e solidariedade, vermelhas com brancas, união e harmonia e combinações com diferentes tons de rosa e vermelho, amor e felicidade.

Algumas noivas preferem outros tipos de flores e elas, segundo a “Linguagem das flores“, tem também um significado. As tulipas indicam amor fervoroso (podendo variar de acordo com as cores como por exemplo, as vermelhas servem como declaração de um amor duradouro e dedicado e as amarelas um amor sem esperança). As orquídeas representam a sexualidade e a beleza femininas, variando entre amor, desejo, luxúria e perfeição até mesmo, pureza espiritual. O girassol representam a dignidade, alegria e integridade. As margaridas representam a juventude, senssibilidade e um amor inocente. Os lírios sugerem uma inocência pura e simboliza os níveis superiores da inteligência. Gérberas, com suas cores vivas, trazem alegria, pureza e simplicidade. O jasmim, significa sorte e alegria e está muito associado aos casamentos. Crisântemos representam o valor pela vida e a esperança mas comumente estão associados ao luto, sendo raramente usados em buquês de casamento. E, finalmente, as violetas, trazem como significado a lealdade e a modéstia (as brancas significam que uma promessa está sendo feita).

Como escolher o buquê?

Para escolher bem o buquê, é preciso levar em conta o tipo físico da noiva, seu estilo e horário da cerimônia. As mais gordinhas devem evitar buquês muito grandes e arredondados e as baixinhas não devem usar os maiores e com flores de cabos longos. Casamentos que acontecem de manhã ou de tarde, aconselha-se os de pequeno e de médio porte e à noite pode-se usar os com flores mais nobres e chamativas.

Mais curiosidades:

  • Na antiga Polônia, acreditavam que, colocando açúcar no buquê da noiva, seu temperamento se manteria mais “doce” durante o casamento.
  • Antigamente, guardar um buquê sob uma redoma de vidro e expor em algum móvel da sala ou do quarto era um hábito comum.
  • Na Era Vitoriana, a flores do buquê eram arrumadas de modo que formassem o nome do noivo.
  • Na Idade Média, como as pessoas não tomavam banhos com frequência, o buquê de flores era usado para disfarçar o mau cheiro do corpo.
Mais curiosidades: 

Na antiga Polônia, acreditavam que, colocando açúcar no buquê da noiva, seu temperamento se manteria mais “doce” durante o casamento.

Antigamente, guarar um buquê sob uma redoma de vidro e expor em algum móvel da sala ou do quarto era um hábito comum.



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maio 4th, 2011

Você sabia? Xadrez

by Julia Salgueiro

O xadrez é uma padronagem das mais clássicas e tem cara de inverno.

Você sabia que o xadrez tem suas variações e, pra cada uma dela há um nome?

Argilé, Buffalo e Burberry

Argilé: É o xadrez com padrão apartir de losangos transpassado por listras geralmente em cores contrastantes.

Buffalo: Também conhecida como Buffalo Plaid, é uma forma mais simples de xadrez com apenas duas cores e listras mais grossas. É típicamente americana e considerada a estampa dos lenhadores. Diz a lenda que, recebeu este nome porque os índios trocavam couro de búfalo por esse tecido. Parece ter origem remota no tartan escocês do clã MacGregor (vermelho e preto).

Burberry: É um padrão clássico da grife que o vatiza. Fundo rosado com linhas em branco, preto e vermelho.

Grunge, Madras e Old England

Grunge: Listras largas combinadas com listras mais finas ganhou popularidade a partir dos anos 80 e se consolidou nos anos 90.

Madras: Xadrez de fio tinto que é formado na tecelagem.

Old england: Tradicional da antiga Inglaterra, sua padronagem lembra a do Tartan (veja mais abaixo).

Pied-de-coq, Pied-de-poule e Prince of Wales

Pied-de-coq: A estampa bicolor é maior e lembra a pegada de um galo. Daí seu nome (Piede-de-coq: “Pé de galo”)

Pied-de-poule: Do francês, “Pé de galinha”. A diferença para o pied-de-coq está no tamanho. Ele é miúdo.

Prince of Wales: Em tons neutros e complementares, ele é discreto e sóbrio.

Tartan Escocês e Vichy

Tartan Escocês: Originário das padronagens utilizadas pelos clãs escoceses sendo, gada tipo de padrão, referente a um clã, distinguindo uns dos outros (Olha aí o papel social da moda!).

Vichy: Os quadradinhos coloridos sobre um fundo branco foram muito usados na década de 50.



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março 23rd, 2011

Brilha no céu Liz

by Julia Salgueiro

A primeira vez que vi Elizabeth Taylor foi no épico “Cleópatra” (acho que é o filme dela que marcou a vida de todo mundo). Aquela coisa cinematográfica exagerada mas com o visual tão espetacular que eu não conseguia desgridar o olho. Liz, linda, era a própria rainha egípcia. Fascinante pra que curtia história antiga (embora aquilo lá passe longe da real). Por esse filme, recebeu o cachê de 1 milhão de dólares sendo considerada a primeira mulher na história do cinema a receber esta bolada!

A atriz, que foi ícone do cinema americano entre as décadas de 50 e 60 (e sempre será), será eternizada como uma estrela no céu. Aos 79 anos e com problemas cardíacos, Liz nos deixou. Estava internada num centro médico de Los Angeles há 6 meses.

Estreou no cinema aos 9 anos. Com 12 já era uma estrela! Olhos incríveis cor violeta…

Veja looks incríveis da diva durante sua carreira:

Além de tudo era ativista de várias causa humanitárias. Ela mantinha uma fundação que ajudava na pesquisa da AIDS entre outras coisas.
Descanse em paz, Liz…



março 1st, 2011

Era uma vez Galliano… o fim do reinado

by Julia Salgueiro

Como destruir uma carreira de sucesso em 5 lições. John Galliano ensina:

1. Beba todas no bar;
2. Implique com a cara dos frequentadores (na sua maioria, judeus por ser um bairro tradicional);
3. Grite que ama Hitler e ofenda as pessoas com direito a palavrões muitas testemunhas;
4. Deixe que te filmem falando todas essas asneiras;
5. Espero que o vídeo seja publicado na internet.

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Talvez ele fosse um dos mais geniais e exóticos estilista da atualidade, não fosse por sua lingua grande e seu comportamento. É, o mundo da moda não perdoa bebedeira e confusão, meus caros! Aliás, se você tem uma certa fama, é legal se comportar e não dar chilique por aí. Faz parte.

Acusações de antissemitismo, prisão, depois a confirmação em vídeo. Tá aí disponível pra todo mundo ver. Ele vai negar? Foi-se a era Galliano. Acho que um dos caras que eu mais curtia ver os trabalhos na passarela (depois de McQueen evidentemente).

Natalie Portman, estrela de “Back Swan” (vencedora do Oscar de melhor atriz) e rosto do perfime Dior Cherie, deu o ultimato:

Não vou ser associada ao Sr. Galliano de forma alguma. Espero que, no mínimo, esses terríveis comentários nos façam refletir e combater esses preconceitos que ainda existem, que são o oposto de tudo que é belo.

E assim foi. John Galliano demitido hoje pela manhã.

Numa declaração oficial, o presidente-executivo da Dior, Sidney Toledano, disse:

Eu condeno com a maior firmeza os comentários feitos por John Galliano, em total contradição com os valores essenciais que sempre foram defendidos por Christian Dior.

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Lamentável para a moda mas, principalmente, lamentável como exemplo profissional e de conduta. Exemplo do que não fazer e de como esse mundo é perigoso quando, talvez, deixamos as coisas subirem muito à cabeça.

Graduado pela St. Martins College of Art & Design de Londres, ele foi um aluno brilhante e escolhido o melhor da turma. Foi o primeiro britânico a assumir a direção criativa de uma casa de moda francesa. Em 1995, esteve à frente da Givenchi e em 1996 ajudou a trazer de volta a fama e glamour da Dior que estava decadente.



fevereiro 16th, 2011

A morte das tendências

by Julia Salgueiro

Foto: Richard Avedon

As tendências morreram! Morreram e foram enterradas há algumas estações. Será verdade?

Acabam as semanas de moda e você já está louco pra saber o que vai ser tendência, o que deve se vestir na próxima estação.

A verdade é que elas estão diluídas pelos vários estilos de vida, gostos e perfis pessoais que andam influenciando muito mais do que um único caminho a ser seguido. Existe uma liberdade no ar já há algum tempo. Você percebeu?

Hoje ninguém mais quer ser clone de ninguém. Há uma individualidade inerente e que grita a todo o momento dizendo: “não sou igual a você!”. E aí passamos a ver o aparecimento de “tendências” em peças customizadas, uma onda retrô, pessoas interessadas em entender como fazer, misturar e criar um estilo próprio (ok, o termo é já está banalizado, mas você entendeu o que eu quis dizer).

Nossa moda tem sido ‘invadida’ por nossa sociedade e por nossa cultura, e essa invasão tem solapado e transformado a moda de tal forma que hoje não há mais moda ‘per se’, e, de um modo mais preciso, pode-se dizer que há um retorno à condição do estilo, mas com um novo enfoque, no individual em detrimento do grupo, da tribo. (Ted Polhemus)

O que se fala hoje é mais sobre a estética, o senso comum, o gosto que se destaca do que propriamente de tendência. É aquilo que se vê nas ruas, é aquilo que o inconsciente coletivo acaba criando e replicando por aí.

Foto: Richard Avedon

Costumo brincar que esses novos ares parecem se dividir entre “antes de Lady Gaga” e “depois de Lady Gaga”. E não é porque eu sou fã, mas parece que depois desta mulher aparecer, todo mundo se sentiu mais livre pra brincar, criar e se divertir com a sua própria imagem. Na verdade, desde a década de 1990, pode tudo. É o conhecido “supermercado de estilos” de Ted Polhemus onde os estilos eram como produtos numa prateleira de supermercado: cada indivíduo escolhia o seu e misturava da maneira que desejasse. Ele previa que as escolhas em termos de vestir eram comparadas aos estilos musicais e seriam facilmente identificadas como as “tribos urbanas”. Só que ninguém é identificado com apenas um estilo. As misturas acabaram criando outros “estilos” originais e individuais.

E há muito tempo não se faz mais “moda” nas semanas de moda. O que eu observo é que acontece apenas um “start”, um pontapé inicial e o resto quem faz são as pessoas. Até porque, convenhamos, seria muito impositivo e pretensioso da parte dos criadores desejarem “ditar uma única moda”.

Com a informação e os desejos do mundo moderno, as pessoas saem às ruas não para comprar roupas ou calçados, mas para comprar estilo de vida e atitude. Elas querem decifrar de que maneira aqueles produtos podem estar relacionados à sua vida. Para isso, as marcas não podem mais meramente vender objetos. Elas precisam se reinventar e oferecer relacionamentos. (Giovanni Sartori)

Foto: Monica Menez

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Mas a tendência morreu mesmo?

Claro que o mercado de matérias primas meio que determina o que vai estar disponível para ser usado nas coleções, mas é quase como comparar às safras de alimentos. Você sabe que existem “frutas da estação”. O mesmo acontece com os materiais disponíveis no mercado, seu valor de custo e por aí vai. Existe um mercado enorme por trás da roupa que você vê pendurada no cabide que poucos têm idéia. E esse mercado está “apenas” entre os maiores mercado que movimentam dinheiro no mundo segundo dados da ABIT (2011). Seria burrice ignorá-lo.

A “novidade” é que tudo, além de meio camuflado, está misturado com esse mundo louco über-globalizado em que vivemos onde distâncias, limites, tempo, praticamente inexistem por conta da velocidade dos meios de comunicação. Não há mais a informação bilateral. Tudo é macro, tudo é permitido, todos podem opinar sobre seus gostos e usar o que desejam (vide os blogs de moda).

Se olharmos lá pra trás na história, veremos os códigos de vestir, o pertencer. Isso foi mudando ao longo do tempo quando o indivíduo passou a se ver como único. A cada década isso evoluía. Não foi um movimento repentino.

Em tempos de “nada se cria, tudo se copia” (e esses tempos não são novos), quebrar regras parece que é a nova “tendência”.

E se as tendências morressem, como a moda sobreviveria? Acho apenas que elas mudaram de padrão, de nome e se reinventou para se adaptar aos novos tempos. Sem elas, continuaríamos em busca de inspiração para nosso “estilo próprio” e, de onde quer que ela venha, ela sempre vai existir porque, sem ela, a moda não existe e vice versa.

Fotos: Richard Avedon (caveiras) e Monica Menez (piscina)



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