Archive for ‘História’

maio 4th, 2011

Você sabia? Xadrez

by Julia Salgueiro

O xadrez é uma padronagem das mais clássicas e tem cara de inverno.

Você sabia que o xadrez tem suas variações e, pra cada uma dela há um nome?

Argilé, Buffalo e Burberry

Argilé: É o xadrez com padrão apartir de losangos transpassado por listras geralmente em cores contrastantes.

Buffalo: Também conhecida como Buffalo Plaid, é uma forma mais simples de xadrez com apenas duas cores e listras mais grossas. É típicamente americana e considerada a estampa dos lenhadores. Diz a lenda que, recebeu este nome porque os índios trocavam couro de búfalo por esse tecido. Parece ter origem remota no tartan escocês do clã MacGregor (vermelho e preto).

Burberry: É um padrão clássico da grife que o vatiza. Fundo rosado com linhas em branco, preto e vermelho.

Grunge, Madras e Old England

Grunge: Listras largas combinadas com listras mais finas ganhou popularidade a partir dos anos 80 e se consolidou nos anos 90.

Madras: Xadrez de fio tinto que é formado na tecelagem.

Old england: Tradicional da antiga Inglaterra, sua padronagem lembra a do Tartan (veja mais abaixo).

Pied-de-coq, Pied-de-poule e Prince of Wales

Pied-de-coq: A estampa bicolor é maior e lembra a pegada de um galo. Daí seu nome (Piede-de-coq: “Pé de galo”)

Pied-de-poule: Do francês, “Pé de galinha”. A diferença para o pied-de-coq está no tamanho. Ele é miúdo.

Prince of Wales: Em tons neutros e complementares, ele é discreto e sóbrio.

Tartan Escocês e Vichy

Tartan Escocês: Originário das padronagens utilizadas pelos clãs escoceses sendo, gada tipo de padrão, referente a um clã, distinguindo uns dos outros (Olha aí o papel social da moda!).

Vichy: Os quadradinhos coloridos sobre um fundo branco foram muito usados na década de 50.

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março 23rd, 2011

Brilha no céu Liz

by Julia Salgueiro

A primeira vez que vi Elizabeth Taylor foi no épico “Cleópatra” (acho que é o filme dela que marcou a vida de todo mundo). Aquela coisa cinematográfica exagerada mas com o visual tão espetacular que eu não conseguia desgridar o olho. Liz, linda, era a própria rainha egípcia. Fascinante pra que curtia história antiga (embora aquilo lá passe longe da real). Por esse filme, recebeu o cachê de 1 milhão de dólares sendo considerada a primeira mulher na história do cinema a receber esta bolada!

A atriz, que foi ícone do cinema americano entre as décadas de 50 e 60 (e sempre será), será eternizada como uma estrela no céu. Aos 79 anos e com problemas cardíacos, Liz nos deixou. Estava internada num centro médico de Los Angeles há 6 meses.

Estreou no cinema aos 9 anos. Com 12 já era uma estrela! Olhos incríveis cor violeta…

Veja looks incríveis da diva durante sua carreira:

Além de tudo era ativista de várias causa humanitárias. Ela mantinha uma fundação que ajudava na pesquisa da AIDS entre outras coisas.
Descanse em paz, Liz…

março 1st, 2011

Era uma vez Galliano… o fim do reinado

by Julia Salgueiro

Como destruir uma carreira de sucesso em 5 lições. John Galliano ensina:

1. Beba todas no bar;
2. Implique com a cara dos frequentadores (na sua maioria, judeus por ser um bairro tradicional);
3. Grite que ama Hitler e ofenda as pessoas com direito a palavrões muitas testemunhas;
4. Deixe que te filmem falando todas essas asneiras;
5. Espero que o vídeo seja publicado na internet.

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Talvez ele fosse um dos mais geniais e exóticos estilista da atualidade, não fosse por sua lingua grande e seu comportamento. É, o mundo da moda não perdoa bebedeira e confusão, meus caros! Aliás, se você tem uma certa fama, é legal se comportar e não dar chilique por aí. Faz parte.

Acusações de antissemitismo, prisão, depois a confirmação em vídeo. Tá aí disponível pra todo mundo ver. Ele vai negar? Foi-se a era Galliano. Acho que um dos caras que eu mais curtia ver os trabalhos na passarela (depois de McQueen evidentemente).

Natalie Portman, estrela de “Back Swan” (vencedora do Oscar de melhor atriz) e rosto do perfime Dior Cherie, deu o ultimato:

Não vou ser associada ao Sr. Galliano de forma alguma. Espero que, no mínimo, esses terríveis comentários nos façam refletir e combater esses preconceitos que ainda existem, que são o oposto de tudo que é belo.

E assim foi. John Galliano demitido hoje pela manhã.

Numa declaração oficial, o presidente-executivo da Dior, Sidney Toledano, disse:

Eu condeno com a maior firmeza os comentários feitos por John Galliano, em total contradição com os valores essenciais que sempre foram defendidos por Christian Dior.

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Lamentável para a moda mas, principalmente, lamentável como exemplo profissional e de conduta. Exemplo do que não fazer e de como esse mundo é perigoso quando, talvez, deixamos as coisas subirem muito à cabeça.

Graduado pela St. Martins College of Art & Design de Londres, ele foi um aluno brilhante e escolhido o melhor da turma. Foi o primeiro britânico a assumir a direção criativa de uma casa de moda francesa. Em 1995, esteve à frente da Givenchi e em 1996 ajudou a trazer de volta a fama e glamour da Dior que estava decadente.

fevereiro 16th, 2011

A morte das tendências

by Julia Salgueiro

Foto: Richard Avedon

As tendências morreram! Morreram e foram enterradas há algumas estações. Será verdade?

Acabam as semanas de moda e você já está louco pra saber o que vai ser tendência, o que deve se vestir na próxima estação.

A verdade é que elas estão diluídas pelos vários estilos de vida, gostos e perfis pessoais que andam influenciando muito mais do que um único caminho a ser seguido. Existe uma liberdade no ar já há algum tempo. Você percebeu?

Hoje ninguém mais quer ser clone de ninguém. Há uma individualidade inerente e que grita a todo o momento dizendo: “não sou igual a você!”. E aí passamos a ver o aparecimento de “tendências” em peças customizadas, uma onda retrô, pessoas interessadas em entender como fazer, misturar e criar um estilo próprio (ok, o termo é já está banalizado, mas você entendeu o que eu quis dizer).

Nossa moda tem sido ‘invadida’ por nossa sociedade e por nossa cultura, e essa invasão tem solapado e transformado a moda de tal forma que hoje não há mais moda ‘per se’, e, de um modo mais preciso, pode-se dizer que há um retorno à condição do estilo, mas com um novo enfoque, no individual em detrimento do grupo, da tribo. (Ted Polhemus)

O que se fala hoje é mais sobre a estética, o senso comum, o gosto que se destaca do que propriamente de tendência. É aquilo que se vê nas ruas, é aquilo que o inconsciente coletivo acaba criando e replicando por aí.

Foto: Richard Avedon

Costumo brincar que esses novos ares parecem se dividir entre “antes de Lady Gaga” e “depois de Lady Gaga”. E não é porque eu sou fã, mas parece que depois desta mulher aparecer, todo mundo se sentiu mais livre pra brincar, criar e se divertir com a sua própria imagem. Na verdade, desde a década de 1990, pode tudo. É o conhecido “supermercado de estilos” de Ted Polhemus onde os estilos eram como produtos numa prateleira de supermercado: cada indivíduo escolhia o seu e misturava da maneira que desejasse. Ele previa que as escolhas em termos de vestir eram comparadas aos estilos musicais e seriam facilmente identificadas como as “tribos urbanas”. Só que ninguém é identificado com apenas um estilo. As misturas acabaram criando outros “estilos” originais e individuais.

E há muito tempo não se faz mais “moda” nas semanas de moda. O que eu observo é que acontece apenas um “start”, um pontapé inicial e o resto quem faz são as pessoas. Até porque, convenhamos, seria muito impositivo e pretensioso da parte dos criadores desejarem “ditar uma única moda”.

Com a informação e os desejos do mundo moderno, as pessoas saem às ruas não para comprar roupas ou calçados, mas para comprar estilo de vida e atitude. Elas querem decifrar de que maneira aqueles produtos podem estar relacionados à sua vida. Para isso, as marcas não podem mais meramente vender objetos. Elas precisam se reinventar e oferecer relacionamentos. (Giovanni Sartori)

Foto: Monica Menez

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Mas a tendência morreu mesmo?

Claro que o mercado de matérias primas meio que determina o que vai estar disponível para ser usado nas coleções, mas é quase como comparar às safras de alimentos. Você sabe que existem “frutas da estação”. O mesmo acontece com os materiais disponíveis no mercado, seu valor de custo e por aí vai. Existe um mercado enorme por trás da roupa que você vê pendurada no cabide que poucos têm idéia. E esse mercado está “apenas” entre os maiores mercado que movimentam dinheiro no mundo segundo dados da ABIT (2011). Seria burrice ignorá-lo.

A “novidade” é que tudo, além de meio camuflado, está misturado com esse mundo louco über-globalizado em que vivemos onde distâncias, limites, tempo, praticamente inexistem por conta da velocidade dos meios de comunicação. Não há mais a informação bilateral. Tudo é macro, tudo é permitido, todos podem opinar sobre seus gostos e usar o que desejam (vide os blogs de moda).

Se olharmos lá pra trás na história, veremos os códigos de vestir, o pertencer. Isso foi mudando ao longo do tempo quando o indivíduo passou a se ver como único. A cada década isso evoluía. Não foi um movimento repentino.

Em tempos de “nada se cria, tudo se copia” (e esses tempos não são novos), quebrar regras parece que é a nova “tendência”.

E se as tendências morressem, como a moda sobreviveria? Acho apenas que elas mudaram de padrão, de nome e se reinventou para se adaptar aos novos tempos. Sem elas, continuaríamos em busca de inspiração para nosso “estilo próprio” e, de onde quer que ela venha, ela sempre vai existir porque, sem ela, a moda não existe e vice versa.

Fotos: Richard Avedon (caveiras) e Monica Menez (piscina)

outubro 13th, 2010

Você sabia? Cocktail ring

by Julia Salgueiro

Tudo começou com os anéis de família que ostentavam os brasões de cada clã. O tempo passou, o caráter familiar da peça se dissipou e acabou virando um acessório fashion.

Numa tradução não literal seria um anel de festa. Do tipo chamativo e dramático, é também conhecido como “Dinner ring” (“Anel de jantar”). Ele pode ser de pedra preciosa ou semipreciosa.

Receberam esse nome durante a Lei seca nos Estados Unidos quando as mulheres usavam esse tipo de acessório em coquetéis ilegais. Além de beber ilegalmente elas ainda bebiam com estilo exibindo suas enormes jóias nas festas.

Os Cocktail rings ficaram populares nas décadas de 1940 e 1950 e eram usados geralmente no quarto dedo da mão direita. Por esse motivo eles também eram conhecidos como “Right hand rings” (“Anéis da mão direita”).

Desde que fizeram suas primeiras aparições na década de 1940, se tornou uma espécie de jóia essencial. Em 2009, flores e animais se tornaram os temas mais populares. Pode-se ver também os mais tradicionais com grandes pedras centrais, cercadas por outras menores. A escolha depende da personalidade de quem vai usar.

Hoje em dia eles não são necessariamente preciosos. Na verdade, a grande maioria não é mesmo jóia. Um perfeito Cocktail ring precisa mesmo é chamar atenção. Nesse caso, a regra é: quanto maior, melhor.

Anéis atuais: 1. Mãos da Terra | 2. Piaget | 3. H.Stern | 4. Astuce | 5. Swarovski

Veja mais anéis com temas florais aqui.


outubro 11th, 2010

Reciclando seu jeans

by Julia Salgueiro

Jeans é uma coisa que, se for bom, dura anos, vidas, séculos! É sério! Não lembra da calça Levi´s que foi encontrada numa mina no deserto de Mojave, na Califórnia? Eu conto. Ela ficou conhecida como a calça jeans mais cara do mundo. O preço? $36.990!

A calça com mais de 100 anos foi encontrada enrrolada numa bolsa e quase intacta. O que ajudou a conservá-la foi a parafina das velas que iluminavam a mina onde o mineiro, dono da calça, trabalhava.

Tá ok. Você não vai querer reciclar uma calça de $36.990!

Então, lá vai algumas idéias que alguns “malucos” tiveram por aí pra reciclar o jeans nosso de cada dia.

Isolamento acústico

Isolamento Acústico

A “Bonded Logic’s UltraTouch Natural Cotton Fiber Insulation” é a alternativa natural e não tóxica ao isolamento feito em fibra de vidro. Muito melhor do que ficar em contato com substâncias cancerígenas como o formaldeído e compostos orgânicos voláteis.

Engajamento em causas sociais

Causa Social

Aqui temos dois casos. A coleção de roupas em jeans reciclado da desiner Rogan é a primeira. As peças, leiloadas pela Barneys de Nova York e Elle em 2009, beneficiaram a ONG ambientalista Oceana, que luta pela conservação dos Oceanos.

Causa social

Eden, é uma coleção limitada de espartilhos em jeans reciclados, criada por Cyan Rein com o objetivo de angariar fundos para o Medical Research Institute na Austrália. 15% da renda fica revertida para o tratamento de doenças comuns na infância.

Tênis

Tênis

Em 2009, outra empresa autraliana (ô povinho criativo!) lançou no mercado uma coleção exclusiva de Converse All Star feitos com jeans usados aproveitando botões, presilhas, rebites e bolsos.

Móveis

Móveis

Bastam três calças jeans pra fazer um desses puffs. Idéia da empresa japonesa Noyes. Se você não tiver habilidades manuais, pode encomendar o seu no site que ele chega em três semanas.

Papelaria

Papelaria

A empresa Green Field faz papel a partir do jeans e não derruba nenhuma árvore. Incrível isso! Os papel dos bloquinhos tem, claro, a cor azul.

Brindes

Brindes

Lápis, porta copos e cofrinhos. A Green Earth Office Supply que deixa tudo azul para criar esses objetos de escritório.

Fonte: Ecouterre

outubro 5th, 2010

Dica de livro: O Evangelho de Coco Chanel

by Julia Salgueiro

Dicas de livros - Especial blogs

Ainda existe muita gente que tem preconceito com blogueiro e acha que eles falam de moda (ou de qualquer outro assunto, dependendo do tipo de blog) sem nunca na vida ter passado perto de um livro de moda. Se enganam! Tem muita gente inteligentíssima e que adora ler nesse mundo, sabia? Ok… tem uns que fazem vergonha mas essa parte a gente abstrai.

Vamos ao que interessa?

Pra começar o Dica de livo – Especial blogs, eu convidei uma pessoa queridíssima. Ela é Renata Ruiz. Jornalista, amiga querida, colega e blogueira de um dos blogs mais conhecidos e visitados do País: Moda para usar.

Livro: O Evangelho de Coco Chanel
Autor: Karen Garbo

Por que indica este livro? Se você quer seguir o estilo desta famosa estilista, Coco Chanel, este livro é ideal porque mostra através da história dela, de suas criações e também do seu temperamento e personalidade, como ser uma mulher elegante.
Pontos fortes: Divertido, mostra como ser elegante seguindo os conselhos da maior estilista do mundo, Coco Chanel.
Pontos fracos: Se você procura um livro sobre a história de Coco Chanel, escrita de forma cronológica, evite este livro.

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Quer ver mais dicas de livros? Então clica aqui.

setembro 28th, 2010

Você sabia? Liberty, a estampa de florzinhas

by Julia Salgueiro

No verão 2011, veremos muitas estampas florais muídas para mulheres e (porque não?), para homens. Mas, você faz idéia porque a estamparia de flores miúdas se chama Liberty?

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Criada por Arthur Lasenby Liberty, em 1875, na Inglaterra, recebeu esse nome numa referência à Liberty of London, marca criada por Arthur.

A princípio, as flores miúdas eram estampadas em seda, algodão e cashmere de forma artesanal e comercializadas na sua loja, East India House.

Arthur nasceu no ano de 1843 em Chesham e mudou-se para Londres em 1961. Em 1974, como comerciante e dono de uma loja na Roger Street, ele vendia artigos de porcelana, leques e sedas orientas, na sua maioria, estampadas com flores.

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Após a expansão, que incluiu um departamento de roupas na loja (1884) e uma sucursal em Paris (1894), na virada do século XIX e XX, mais tecidos e padrões foram desenvolvidos pela firma, em sintonia com a época e o movimento da Art Nouveau. As principais características deste movimento são as formas orgânicas, as referências à natureza e a valorização do trabalho artesanal.

As estampas florais dos Liberty Art Fabrics eram inspiradas nos florais do Oriente, jardins ingleses e outros motivos que acabaram agradando o estilista Paul Poiret que, em 1900 começou a usá-los nas suas criações. Jean Cacharel e Yves Saint Laurent também usaram as flores entre os anos 60 e 70, adaptando à moda fluida proposta na época.

Desde então, a estampa é caracterizada pelas flores miúdas e repetidas infinitamente, remetendo as ares campestres e se tornou um clássico da moda.

setembro 1st, 2010

Você sabia? Birkin

by Julia Salgueiro

Uma das bolsas mais desejadas do mundo tem esse nome, Birkin, graças à atriz e cantora inglesa Jane Birkin. Jane foi casada com o cantor e compositor Serge Gainsbourg, um dos mais famosos da França, e ficou conhecida pelo seu dueto com ele na canção Je t’aime… Moi Non Plus.

Reza a lenda que, em certa ocasião do ano de 1984, ela viajava ao lado do herdeiro e então presidente da Hermès, Jean-Louis Dumas, num voo entre Paris e Londres e, sem saber quem ele era, comentou que não existia no mercado uma bolsa grande e prática o suficiente para uma mulher moderna viajar. Surgia assim a Birkin, baseada num modelo original do século XIX.

A bolsa, toda confeccionada à mão na cidade de Patin na França, leva cerca de 25 horas para ficar pronta. Ou seja, o preço é justificado pela exclusividade e o cuidado na produção. Uma Birkin custa cerca de 5,5 mil euros, o que equivale a 16 mil reais. E não adianta ter só dinheiro para ter uma. É necessário esperar cerca de três anos na fila de espera para ter a sua pois, por mês, são produzidos apenas 20 exemplares de acordo com os pedidos.

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Os metais da bolsa são banhados a ouro ou outros menos preciosos e também podem ser cravejados de diamantes. Os tipos de couro utilizados vão desde o couro de cabra ao couro de crocodilo e isso tem impacto direto no preço de cada uma delas evidentemente. A cor símbolo da maison, o laranja, é a mais comum.

Alguns dizem que a famosa fashionista Victoria Beckham tem mais de 1oo variações da bolsa no seu closet e um dos exemplares é uma com cadeado cravejado de diamantes que custa cerca de 125 mil reais. Presente do seu marido.

E esta não é a mais cara. Uma bolsa Birkin feita de couro de crocodilo e diamantes de 10 quilates custa cerca de 250 mil reais. Só foram confeccionadas duas no mundo.

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A Hermès Birkin é uma das mais icônicas bolsas ao longo da história e está ao lado de outras clássicas como a Hermès Kelly, Fendi Baguette e a Chanel 2.55.

agosto 30th, 2010

Você sabia? De onde vieram os esmaltes de unha

by Julia Salgueiro


Os egípcios usavam henna castanho-avermelhada para colorir suas unhas e dedos. Eles usavam cor nas unhas como indicativo da ordem social do indivíduo. O vermelho era usado apenas pelos mais nobres. As outras mulheres só podiam usar tons pálidos.

Nefertiti, esposa do rei Akhenaton e conhecida por sua beleza, coloria também as unhas dos pés de vermelho sangue. Cleópatra preferia um vermelho mais escuro.

Nefertiti e a técnica Mehndi

Os esmaltes, mais parecidos com os que conhecemos hoje, foram criados pelos chineses e era uma mistura de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. A coloração era obtida com pasta feita a partir de ingredientes naturais como pétalas de rosa e orquídea. Essa mistura, aplicada nas unhas, dava cor a elas.

Na dinastina Chou de 600 a.C. a realeza usava ouro e prata para realçar as unhas. Um manuscrito do século XV da dinastia Ming cita o vermelho e o preto como as cores escolhidas pela realeza para séculos anteriores.

Os incas decoravam suas unhas com imagens de águias. Após esses relatos, não fica muito claro, na história, como se deu a progressão da técnica de coloração das unhas. Relatos dos séculos XVII e XVII incluem unhas brilhantes.

A técnica indiana, Mehndi, de decorar mãos e pés com henna também inclui as unhas como os antigos egípicios.

Na virada do século XIX as unhas eram tingidas com óleos perfumados na cor vermelha e ganhavam brilho sendo polidas com um pedaço de camurça. A partir daí os ingleses e americanos foram aprimorando a técnica.

Propaganda de 1909

No início do século XX as mulheres conseguiam tingir suas unhas com pós coloridos e cremes passados em suas unhas, que depois ganhavam uma espécie de esmalte incolor. O produto vendido na época era o Graf´s Hyglo. Algumas mulheres, neste período, pintavam suas unhas com verniz transparente aplicado com pincel de pêlo de camelo.

Pó Hyglo e propaganda do esmalte Revlon

Quando as tintas automotivas foram criadas em torno de 1920, isso inspirou e deu início aos esmaltes coloridos para unhas exatamente como conhecemos hoje. Michelle Menard, uma maquiadora francesa que trabalhava com Charles Revlon, foi a primeira a ter a idéia de usar esses vernizes nas unhas em 1932.

Mulheres que pintavam as unhas não eram vistas com bons olhos pela sociedade. Na década de 1930, pintar as unhas dos pés e mãos acabou se tornando sucesso entre as estrelas de Hollywood como Rita Hayworth e Jan Harlow, o que acabou popularizando o uso dos esmaltes entre as mulheres.

Em 1937, os irmãos Charles e Joseph Revlon começaram a comercializar o produto com sua marca em lojas de departamento e farmácias.

Uma aula de manicure nos anos 40

Twiggy numa propaganda de esmaltes da década de 60

agosto 26th, 2010

Dica de livro: História da vida privada

by Julia Salgueiro

Cecilia Lima nos dá a dica de livro de hoje e, apesar não ser um livro encontrado nas prateleiras de moda, tem bastante conteúdo sobre o assunto.

Livro: História da vida privada
Autor: Ariès e Georges Duby

Por que indica este livro? Apesar de não ser um livro de moda e sim de história, é um livro de “modus”. Moda não é somente vestuário, é o modo de vida das pessoas, o comportamento, e essa coleção é uma fonte riquíssima de pesquisa.
Pontos fortes: Mostra o cotidiano das pessoas ao longo da história em detalhes.
Pontos fracos: É uma coleção enorme e com certeza você vai levar muito tempo pra ler.

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agosto 25th, 2010

Você sabia? Brechó: De onde vem isso?

by Julia Salgueiro

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O Brechó, aquele lugar onde se compra e vende objetos antigos e usados, tem esse nome graças a um velho comerciante chamado Belchior.

O nome vem de “Casa de Belchior“, o lugar onde o tal comerciante comprava e vendia se roupas a objetos usados. Ele se estabeleceu no Rio de Janeiro no final do século XIX e foi o primeiro negócio desse tipo no Brasil.

O personagem central do conto “Idéias de Canário“, de Machado de Assis, refere-se a este tipo de estabelecimento quando conta como se livrou de ser atropelado por um tílburi (uma espécie de carruagem com duas rodas e dois acentos, puxada por um cavalo):

Escapei saltando para dentro de uma loja de belchior“. E descreve: “A loja era escura, atulhada das coisas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas, que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio“.

Fonte:
Bibliografia de Mário Bueno, RJ/José Olympio, 2003
A Casa da Mãe Joana, RJ/Reinaldo Pimenta, 2002

Agradecimentos à Carla Lima e Rosana Miziara pela idéia do post.

agosto 18th, 2010

Você sabia? Louis Vuitton

by Julia Salgueiro

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O modelo “Speedy 25” da Louis Vuitton, o mais vendido até hoje, foi um pedido especial da atriz Audrey Hepburn, que queria uma versão menor da bolsa original de viagem.

Em 1854, Louis Vuitton lançou um baú de viagem pois percebeu que, com a popularização das estradas de ferro e do trem à vapor, havia uma necessidade de malas seguras e práticas paras as viagem que eram cada vez mais frequentes.

Em 1930, foi criada a “Speedy“, uma bolsa de mão para viagens que, aproximadamente três décadas depois se tornou o produto mais vendido em seus diversos modelos.

O compromisso da marca é “permitir que seus objetos pessoais viajem com o máximo conforto possível“. Palavras de Greorges Vuitton, bisavô do atual administrador da grife, Patrick-Louis Vuitton, da quinta geração da família.

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agosto 14th, 2010

Você sabia? Relógios Cartier

by Julia Salgueiro

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Louis-François Cartier recebeu o título de “Joalheiro dos reis e rei dos joalheiros” pelo rei Eduardo VII, da Inglaterra, em 1902.

A história da marca centenária começou em 1847 quando Louis assumiu a oficina de joias do seu tio e, ao longo do tempo, suas peças delicadas e com toque moderno foram se diferenciando da maioria, chamando atenção da monarquia européia.

Além do design arrojado, ele se destacou também pela tecnologia, se mostrando sempre à frente do seu tempo e conquistando admiradores como Alberto Santos Dumont, que em 1904 encomendou um relógio de pulso, sendo o primeiro desse tipo. Jacqueline Kennedy Onassis foi outra admiradora que adorava o relógio retangular, com pulseira que se entegrava às linhas da peça.

Foi Cartier, com seu design em linhas retas, que criou a máxima “menos é mais” que se tornou uma espécie de mantra do design moderno.

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agosto 12th, 2010

Você sabia? Hermès

by Julia Salgueiro

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A cor laranja, símbolo da Hermès surgiu por conta de uma deficiência da época da Segunda Guerra Mundial. Até 1940, todas as suas embalagens eram bege.

Durante a guerra, os estoques nessa cor acabaram e a única existente era laranja. Hoje a marca é mundialmente conhecida por esta cor.

A Hermès nasceu em 1837, quando o seleiro Thierry Hermès abriu uma loja em Paris que vendia baús para carruagens, selas, rédeas e todo material necessário para uma viagem nas antigas carruagens.

Na década de 1920, seu neto, Émile Hermès passou a vender também roupas e acessórios e lançou a bolsa com zíper, que foi uma grande novidade na época.

O principal negócio da empresa é a produção artesanal de peças em couro mas seus lenços são mundialmente conhecidos e disputados até pela editora da Vogue americana, Anna Wintour.

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