Archive for ‘Música’

dezembro 31st, 2011

Os 11 clips mais fashion de 2011

by Julia Salgueiro

O blog da Lilian Pacce elegeu e você vê, na íntegra, os 11 clips mais fashion de 2011. E a gente aprovou! Essa seleção está perfeita!

Assista na íntegra os 11 melhores clips de 2011 e opinie. Concorda com a seleção?

Aproveita e usa como setlist pra animar a festa!

1. “Born this way” – Lady Gaga

Born this way” da Lady Gaga juntou Madonna, Illuminati, filme B de ficção científica e Zombie Boy. Foi a música que gerou a piadinha de que “Born This Way” era a “Gabriela” de Gaga: “Eu nasci assim, eu cresci assim…

2. Shake It Out” – Florence + the Machine

Clima épico misturado a looks de alta costura, a queridinha de Karl Lagerfeld, Florence + the Machine no clipe “Shake It Out” embarca numa festa de mascaras misteriosa.Uma obra de arte visual.

3. “Last Friday Night (T. G. I. F.)” – Katy Perry

Katy Perry e o clima kitsh dos anos 90 estão de volta em “Last Friday Night (T. G. I. F.)” com participações de Kenny G, Hanson e… Rebecca Black que é bem mais 2011.

4. “Super bass” – Nicki Minaj

Nicki Minaj num clima surreal que inclui uma piscina rosa, roupas justas e decotadas e cabelos coloridos. A também eleita “mais mal vestida de 2011” chamou atenção até da Anna Wintour!

5. “Sunday” – Hurts

O estilo fino da dupla britânica Hurts no clip “Sunday” mostra justamente essa atmosfera sofisticada.

6. “White Nights” – Oh Land

Muitos, muitos e muitos figurinos diferentes, Oh Land e sua música “White Nights” pode ser quase tão etérea quando Florence, moderna como Yelle e pop como Katy.

7. “Countdown” – Beyoncé

O vídeo de Beyoncé, “Countdown,” foi acusado de plágio e foi meio polêmico mas foi uma das melhores “homenagens” à coleção primavera-verão 2010 da Prada feitas em 2011.

8. “Video games” – Lana Del Rey

Lana Dey Rey e seu bocão sexy é odiada por uns por ser considerada um “produto pré-fabricado” ou seja, fake para gerar lucros. Posa de hipster e esse clipe “Video games” tem um clima de Instagram.

9. “Girl Panic!” – Duran Duran

Girl Panic!” de Duran Duran com as supermodelos Naomi Campbell, Eva Herzigova, Yasmin le Bon, Helena Christensen e Cindy Crawford foi um uma espécie de revival de top models estrelando clips (lembra de “Freedom” de George Michael?).

10. “Crystalline” – Björk

Björk voltou! “Crystalline” veio com seu clima sci-fi rústico cheio de cristais.

11. “Love” – Kazaky

Uma gay band digníssima, o grupo ucraniano Kazaky e sua música “Love” são a novidade. O clima no clip nem tanto. lembrou da Beyoncé? Lembram do Locomia?



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agosto 29th, 2011

Coleção Amy Winehouse para Fred Perry 2011

by Julia Salgueiro

Começaram a ser vendidas as peças da última coleção de Amy Winehouse para a marca Fred Perry.

Amy embarcou no mundo fashion lançando uma coleção para a grife em 2010 e após sua morte no último mês de julho, não se sabia se a segunda colaboração seria realmente lançada. Para alegria dos eternos fãs, a comercialização das roupas e acessórios com o nome da cantora foi liberada pela família e a renda será revertida para a Amy Winehouse Foundation, que cuida de jovens dependentes de drogas.

Veja todas as peças da coleção:

 

 

Fotos: Divulgação



julho 23rd, 2011

O estilo de Amy Winehouse

by Julia Salgueiro

O twitter espalhou e as notícias, nos jornais internacionais e depois pelo Brasil, confirmaram: Aos 27 anos, a diva Amy Winehouse se foi. Seu corpo foi encontrado por volta das 16h (horário de Londres) em seu flat no norte da capital britânica.

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Conhecida no mundo todo por sua voz incrível e seus escândalos, é com seu estilo de vestir que ela mostrou que não veio ao mundo pra passar despercebida. Estamos falando de Amy Winehouse que, no início de 2011 esteve no Brasil fazendo shows em algumas capitais brasileiras (e eu tive o prazer de ver de perto).

Seu estilo não é algo que se possa definir como advindo de uma única influência. Na verdade é um mix de estilos. Os olhos com delineador exagerado são influência dos anos 60 com as maquiagens “gatinho” assim como os cabelos com um super aplique com muito volume no topo da cabeça, bem típico das divas da mesma década.

Nas roupas, uma mistura do leve erotismo das pin-ups, aquelas mulheres que posavam para fotos de calendário (daí o nome “pin-up“. Numa tradução livre “para pendurar”, pois os calendários com as fotos dessas divas eram presos nas paredes), com um ar rock ressaltado pelas muitas tatuagens que a artista ostenta. Aliás, a identificação com as pin-ups fica evidente numa dos desenhos gravados no seu braço esquerdo.

Sempre com calças skinny, camisetas e sapatilhas de balé (ao estilo Audrey Hepburn), ela foi evoluindo pros vestidos rodados e roupas de grife mas sempre mantendo sua influência retrô, nunca deixando de lado o ar de diva.

A cantora lançou uma coleção em parceria com a grife inglesa Fred Perry. Evidentemente ela não iria fugir das polêmicas já que esse sempre pareceu ser seu codinome. Pediu que a grade de tamanhos fosse aumentada para atender às mulheres mais magras e “mingnon” como ela. Isso gerou alguns comentários a respeito de anorexia e incentivo à magreza, mas Amy, que tem 1,59m e deve ter, no máximo 50kg, retrucou que esse é o seu biotipo e ela, como co-criadora da coleção, gostaria de vestir as peças e de ver garotas mais magras como ela, podendo usá-las.

A Fredy Perry é uma marca com 58 anos de história e é uma das preferidas da cantora que foi escolhida pela grife por ser uma fã e consumidora. Surgiu como marca de sportwear, evoluiu para o streetwear e acabou sendo referência de estilo entre músicos.

Amy então retornou aos holofotes atuando intensamente junto à equipe criativa e colocando seus gostos pessoais na coleção assinada por ela que chegou às lojas em outubro do ano passado. A inspiração veio das pin-ups dos anos 40 e 50 e ela própria posou para o catálogo que mostra as 17 peças, entre roupas e acessórios. Ela também fez fotos para a revista americana Harper’s Bazaar mostrando sua coleção na edição de novembro de 2010 produzida por Bryan Adams e falou suas investidas no mundo da moda e sobre ser tida como um ícone fashion. “Eu apenas me visto como nos anos 50. Não sou muito boa nisso. Sou cantora, trabalho com música e não sou boa fazendo poses, mas tudo depende de com quem você trabalha“.

Mas o envolvimento de Winehouse com a moda não é recente. Ela já inspirou grandes nomes como Karl Lagerfeld e Roberto Cavalli. Karl já a comparou com Brigitte Bardot. “Ela é um ícone de estilo. Ela é linda e uma artista abençoada. Adoro o seu penteado e me inspirei nele. Achei tão Brigitte Bardot, anos 50 e 60. Amy adaptou e criou seu próprio estilo. Ela é a nova Brigitte“, disse o estilista no final de 2007 quando desfilou sua coleção na semana de moda de Londres.

Roberto Cavalli ensaiou uma parceria que acabou só ficando nos boatos apesar de ter declarado “adorar” o estilo de Amy.

E o assim foi que a mídia acabou se aproveitando do auge da debilidade da cantora explorando o glamour e a tragédia pessoal.

Em 2009, o tablóide britânico The Sun, publicou uma foto do que parecia ser mesmo o retorno da cantora ao show business. Ela havia colocado próteses de silicone nos seios alegando que gostaria de recuperar as curvas que tinha em 2003 quando despontou  no cenário musical. A partir daí, parece mesmo que a auto estima cresceu e a imagem começou a ser recuperada.

Com dois álbuns (“Frank“  e “Back to Black“) gravados em estúdio, Amy teve uma carreira complicada de 2008 até 2010, quando terminou seu tratamento de reabilitação das drogas e álcool.

As 505 mil cópias vendidas até hoje de seus dois álbuns, somente no Brasil, já garantem um número impressionante. Em 2011, estava previsto lançamento do terceiro álbum. Em novembro de 2010 foi lançado o primeiro single do novo álbum de Winehouse: “It’s My Party“, uma regravação do sucesso de Quincy Jones dos anos 60.

Assim como ela, e não só na música, outras estrelas (podíamos citar muitas aqui) influenciam a moda e criam seu próprio estilo. O hedonismo, o querer ser e parecer, torna esses dois mundos tão afins e tão ligados e influenciando, marcando, criando estrelas e até mesmo, se aproveitando das suas fraquezas. E, como uma fênix, Amy Winehouse, voltou ao sucesso… mas hoje se foi pra sempre.

R.I.P. Amy

Fotos: Reprodução

O texto, agora atualizado, foi escrito para o portal Closet On Line em janeiro de 2011.

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julho 18th, 2011

Riccardo Tisci assina capa do álbum de Kanye West e Jay-Z

by Julia Salgueiro

Em janeiro de 2011 ele ilustrou a capa do single H.A.M, a primeira colaboração para Kanye West e Jay-Z. Agora ele ilustra a capa (e recheio) do tão aguardado álbum dos dois gigantes do rap americano.

Pois bem. Riccardo Tisci, o responsável pelas criações da Givenchy, se inspirou na coleção masculina de primavera/verão 2012. Gráfica e gótica, a capa traz desenhos no couro com relevo metálico é monocromática e simétrica.

Pra quem não sabe, Kenye West já se envolveu com moda assinando um tênis da Louis Vuitton em 2009. O álbum Watch The Throne está disponível nas lojas em agosto de 2011.

 



julho 10th, 2011

Gaga loves Brazil

by Julia Salgueiro

Lady Gaga veste Pedro Lourenço

Depois de vestir um modelito do Pedro Lourenço para  a divulgação do seu álbum, “Born this Way“, em Paris, Lady Gaga saiu pra dar umas voltas na Australia vestindo uma legitma criação de Alexandre Herchcovitch para o inverno 2011.

A coleção “Desastres naturais e tempestades pessoais” foi inspirada nas forças da natureza e rochas vulcânicas.

As cores são escuras com contraste de amarelo mostada. Muita textura e silhueta marcada. Cashmere, seda, rendas, lã e chiffon.



março 15th, 2011

Rihanna na Vogue?

by Julia Salgueiro

YES!

O ícone máximo da breguice suprema para os fashionistas é capa e recheio da Vogue américa do mês de abril tá, môbéin!?

Você já deve ter visto a capa por aí (se não viu, tá aí em cima) então agora vamos ao recheio!

Há quem torça o nariz pra “moranguinho” e seus looks loucos-extravagantes (nem todo mundo pode ser Lady Gaga, pois não?) mas a bonitinha tá, simplesmente na capa e no editorial de uma das revistas mais importantes do mundo.

Depois de recusar o papel que foi de Whitney Houston no remake de “O Guarda-costas” (sucesso dos anos 90), ela se jogou mesmo no pepel de modelo da Vogue.

E aí? O que você achou? Tem futuro?

Já tivemos Lady Gaga (ok!), Rihanna… quem será a próxima? Britney? Eu achei que a Anna Wintour ousou em botar a Pequena Sereia da Disney (ou seria a Jessica Rabbit?) na capa vestindo um Chanel mas… num é que o resultado ficou interessante?!

As fotos são de Annie Leibovitz.



setembro 13th, 2010

Lady Gaga tá na moda (Mesmo!)

by Julia Salgueiro

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Não reclamem que eu só falo dela, por favor… mas ela tá na moda e, volta ou outra, aparece com uma novidade sempre extravagante.

Agora tem várias. Vamos á lista?

No último VMA (onde ela ganhou 8 prêmios, batendo récorde de todos os tempos), Lady Gaga anunciou sua parceria com a Coty pra lançar perfumes com seu nome. O primeiro feminino será lançado em 2012. Quero só ver como vai ser o cheiro e a embalagem. Convenhamos que traduzir a imagem dela pra um perfume não vai ser muito simples. (Leia mais aqui)

A outra é que o tão falado álbum que Gaga afirmou ser “o hino da nossa geração“  já tem nome “Born this way“. Ela disse “Eu prometi aos meus fãs que se eu ganhasse na categoria melhor vídeo do ano, eu falaria o nome do meu novo álbum“. Cumpriu o prometido.

E a outra que não envolve diretamente a diva e sim seu stylist Nichola Formichetti mas, não menos importante é que ele foi anunciado hoje como novo diretor criativo da grife Thierry Mugler. Sucedendo Rosemary Rodriguez à frente da marca, ele vai trazer energia nova e um olhar contemporâneo, segundo disse Joel Palix, Diretor geral da companhia. (Leia mais aqui)

Tá bom né? Muita notícia bacana junta ao mesmo tempo pra começar a semana. É a Haus of Gaga dominando o mundo! Adooooooro!

P.S.: Quero um vestido de carne. Onde tem pra vender? Hehehehe

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Fotos: Reuters



julho 17th, 2010

Brincando de boneca com a Lady Gaga

by Julia Salgueiro

Um cabide cheio de roupinhas e a musa Lady Gaga pronta pra “montação”. É essa a brincadeira que o site Stardoll proporciona.

Como as antigas bonecas de papel, você pode mudar os looks e sair vestindo a “diva master” do jeito que você quiser. A-DO-REI!



maio 19th, 2010

Lady Gaga na série Glee

by Julia Salgueiro

Depois de Madonna, agora é a vez de Lady Gaga ser homenageada pela série. E aí? Quando vão homenagear a Britney e a Aguilera? Hehehehe… O episódio vai ao ar dia 25/05 nos Estados Unidos.



maio 13th, 2010

Top 10 – Cafonas ou estilosos da música

by Julia Salgueiro

Tem figurinha, como a “au concourLady Gaga, que fica fora de qualquer top 10 desse “nipe” porque ultimamente têm se falado muito nela e ela tá “na crista da onda”. Então deixa ela quieta lá. Mas têm outras “criaturas” no decorrer da história da música (pelo menos parte dela que eu presenciei) que dariam um bom ranking de figuras, no mínimo, exóticas. E aí? Cafonas ou estilosas? Vamos à lista.

10. Amy Winehouse

Diva, musa, maravilhosa, etc etc etc… A voz, nem precisa comentar. No início de carreira era gostosona e bonitona, depois foi se detonando a ponto de fiar quase irreconhecível. O visual vintage continua o mesmo mas o corpão saudável…

09. Katy Perry

Mais uma da linha vintage. É uma perfeita pin up moderna. Já apareceu fantasiada de ovo frito num show e curte uma meia rasgada. Às vezes usa umas coisas meio estranhas (como o macacão colante de oncinha com blazer de cetim rosa aí em cima).

08. Elton John

Excêntrico ao extremo. Pelo menos isso ele é com certeza! De uns tempos pra cá, depois que ficou mais velho e casou, parece que deu uma acalmada no visual exótico. Ou não. Afinal de contas, numa de suas últimas aparições no Grammy ele explodiu cenograficamente com a nossa “au concour“.

07. Fredy Mercury

Com ou sem seu o bigode marca registrada, ele foi ícone de uma época. Essa Ray Ban até hoje é cool, não é não? Me parece fazer a linha “esporte é fashion”. Atual, não?

06. Cyndi Lauper

Uma mistura de Nina Hagen com Madonna e Baby Consuelo (ou, do Brasil, como ela é chamada hoje). Ela só queria se divertir. E se divertiu muito com seus cabelos e maquiagens de cores diferentes. Hoje em dia passaria tranquilamente por uma senhora comportada.

05. Christina Aguilera

Ela já foi loira platinada, morena, de cabelos coloridos, voltou a se platinada… uns amam, outros odeiam mas a que voz dela é um escândalo de poderosa, isso é fato! Pra mim, seu auge foi na época de “Lady Marmalade”.

04. Rihanna

Não me parece ser ela mesma. Apesar do corte de cabelo bem legal (o da foto maior, tá?), não consigo ver personalidade própria nos seus looks. Talvez um pouco mais de autenticidade pra ela seria bom.

03. Mariah Carey

Na minha opinião ela é a Elba Ramanho dos states. Aqui ela seria considerada muito bem vestida se fosse uma cantora de forró, quem sabe… Seus figurinos quase sempre são duvidosos. Seria proposital?

02. Cher

Ela é musa e é exótica. Não sei se com a idade que já tem deveria continuar usando os figurinos de quando era mais nova. Adora uma meia na barriga.

01. Kiss

Com ou sem maquiagem, os integrantes da banda mantêm o estilo rocker com muito, muito, muito couro mesmo! Eu me assustaria se encontrasse com eles de surpresa. Com ou sem maquiagem.



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abril 15th, 2010

Christina Aguilera: Madonna e Lady Gaga feelings

by Julia Salgueiro

Divulgadas as fotos do ensaio do novo álbum de Christina Aguilera, o Bionic. Fala se isso num tá com cara de Madonna + Lady Gaga “feelings”?!

E haja Photoshop, menina!

Inspiração ainda vai mas, cópia descarada não é legal meeeeeesmo! Será que isso é um “troco” por Lady Gaga ter sido comparada a ela no início? Fight!



abril 6th, 2010

Alice X Psicodelia

by Alana Vasconcelos

Esta é, provavelmente, uma das matérias mais difíceis que eu já tive que escrever. A dificuldade não é relacionar Alice com psicodelia, mas evitar que isso acabe caindo no clichê de que tudo que é psicodélico, é efeito do uso de drogas.

O fato é que, de acordo com o site do jornal mineiro “O Tempo”, na nova versão para os cinemas, Alice não é mais aquela menina que segue um coelho e acaba caindo no País das Maravilhas. Ela é uma mulher, com 19 anos, que recusa um pedido de casamento e volta à Wonderland.

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O que se sabe, entretanto, é que, para provar o seu valor, Alice resolve partir para um posto comercial que a empresa do seu pai planeja abrir na China. O país, sob domínio britânico na época em que o livro fora escrito, obrigou os chineses a legalizarem o comércio de ópio, a ceder Hong Kong e permitir que os cidadãos locais fossem escravizados.

Vocês já estão percebendo onde eu quero chegar, não é? Será que “a toca do coelho” seria uma analogia para “viagem”? No filme Matrix (The Matrix, 1999), o personagem Neo (vivido por Keanu Reeves), seguiu um coelho branco e, logo após, engoliu uma pílula que o ‘despertou’ para a realidade. Mas afinal, o que é a realidade?

Aparentemente, tudo o que faz analogia à Alice está direta ou indiretamente ligado ao uso de drogas. Nos anos 60, época em que surgiram as músicas chamadas de “psicodélicas”, também estava no auge o uso de LSD. Os próprios Beatles fizeram uso da droga e o resultado pode ser conferido nos discos SGT. PEPPER´S LONELY HEARTS CLUB BAND, MAGICAL MYSTERY TOUR e YELLOW SUBMARINE. Reparem, inclusive, que as capas destes álbuns são mais coloridas e surreais do que as demais.

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A moda da época refletia todo esse movimento com o uso de muitas cores, grafismos e aquele ar revolucionário pós-guerra. Mary Quant e sua mini saia, Courrèges e suas silhuetas geométricas e espaciais, a op art, tudo isso eram degraus pra chegada do movimento hippie e o auge da psicodelia.

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A banda americana Jefferson Airplane, também famosa por suas “psicomusics” fizeram uma singela homenagem ao conto de Carroll e intitularam uma de suas canções como “white rabbit”. A letra diz, inclusive, que Alice sabe a sensação de comer cogumelos e ter o raciocínio mais lento.

Não saberia dizer se Carroll fazia uso de drogas. Em nenhuma das minhas pesquisas sobre o autor ficou claro se ele seria usuário de ácido (LSD) ou, mais provavelmente, ópio. Mas em vários pontos da história de Alice e sua fantástica aventura pelo país das maravilhas, acredita-se que tudo não passou de uma “viagem” de Caroll graças ao uso de psicotrópicos

O Gato Risonho (ou Cheshire Cat, no original), por exemplo, é um dos maiores indícios de que tudo é uma “viagem”, quer seja de Alice ou de Carroll: um gato que some e reaparece quando quiser, e ainda por cima sorrindo? Relatos afirmam que, as viagens mais comuns de quem está sob o efeito de ácido é ver coisas que somem e reaparecem, e que, de fato, mantém diálogos com essas coisas.

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Aliás, tudo no conto de Carroll é meio suspeito. Alice come um cogumelo que a faz crescer, ou seja, a deixa “alta’”. São, provavelmente, cogumelos mágicos. O País das Maravilhas, da forma que foi retratado pela Disney em 1951, mostra várias espécies de animais fundidos com objetos, além de mostrar uma passagem em que Alice canta com as flores. E isso bate com os relatos de psicodelia descritos por usuários de drogas, em especial LSD.

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Mas, claro, que toda “viagem” pode se tornar uma “bad trip“: e no mundo de Carroll, é o que acaba acontecendo. Pouco antes de “acordar”, Alice experimenta momentos de pânico, quando tenta fugir da Rainha de Copas e suas cartas de baralho, que correm atrás dela para cortar sua cabeça. Novamente, batendo com os relatos de usuários de drogas.

Para concluir, Alice no País das Maravilhas ainda hoje desperta discussões acaloradas sobre se é ou não uma viagem induzida graças ao uso de psicotrópicos. Mas será que Tim Burton, na sua versão para a história, vai dar mais pano para manga para fortalecer essas discussões?  Pelo menos, ao que parece (e pelos imagens disponíveis na rede) o diretor conseguiu traduzir bem o universo de Carroll (tanto no figurino quanto na arte do longa) e seu mundo surreal. Resta a nós, aqui do modamodamoda e, claro, a vocês que nos lêem, assistir ao filme para comprovar.

Colaboração: Alana Vasconcelos
Editoria: Julia Salgueiro



março 27th, 2010

Nem tudo é Lady Gaga

by Alana Vasconcelos

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Gente, eu tenho que confessar que eu sou meio maluca. Desde os meus 15 anos de idade, eu sou fã doente – e sempre assumida – de uma cantora japonesa: Ayumi Hamasaki. Agora, eu tenho quase 24 anos. São quase 10 anos que eu, praticamente, só escuto essa artista.

Com mais de 10 anos de carreira – sem NUNCA ter sido esquecida pela mídia japonesa e oriental – Ayu, como é chamada pelos fãs, tem 10 discos gravados e o 11º será lançado no dia 14 de abril. Nos sites de vendas orientais, a primeira remessa do novo cd, o Rock’n'Roll Circus, já está completamente sold out.

Ayu, diferentemente das cantoras ocidentais, grava mais de 4 clipes por cd. Para esse novo, ela produziu 15 músicas e gravou 8 clipes. Sim, 8 clipes – totalizando aí 85 PVs em sua carreira. Nem a própria Madonna tem esse número no currículo.

Então, vocês se perguntam: e eu com isso? O que tem a ver um site de moda com os gostos musicais de uma estranha? E eu digo ‘calma, já explico!’

Todos os dias, eu vejo um fansite brasileiro dedicado à Ayu, o ayubrasil.com. E qual não foi minha surpresa quando vejo um post com um trecho traduzido de uma matéria publicada pelo jornal britânico, The Guardian, que aproveitou a passagem da cantora pela Inglaterra, onde ela gravou algumas músicas e clipes. A matéria, adaptada pelo ayubrasil.com, segue abaixo:

Ayumi Hamasaki e a importância do pop japonês
Ecléticas e imprevisíveis, algumas estrelas do país mais famoso do Oriente definitivamente merecem ser ouvidas no Ocidente

Ayumi Hamasaki pode não ter a mesma popularidade de antigamente na Ásia, mas definitivamente ainda é a incontestável Rainha do J-Pop, e será um longo tempo até que surja alguém capaz de competir com ela.

Um verdadeiro ícone camaleônico cuja imagem nunca abusou do apelo sexual (mesmo que os boatos sobre cirurgia plástica sejam freqüentes), Hamasaki é tão bem-sucedida no Oriente quanto Madonna é no Ocidente.

Musicalmente, seu repertório apresenta uma quantidade considerável de hits acessíveis, roupas extravagantes e videoclipes altamente conceituais, muito antes de artistas como Lady GaGa surgirem.

As letras e a performance de Hamasaki projetam uma vulnerabilidade que fazem de suas músicas trabalhos cativantes e tocantes. O destaque do autor vai para Ladies Night, um hino sobre o poder feminino. A letra encoraja uma amiga a sair de um relacionamento abusivo, tema não muito comum na música pop em geral. Essa disposição a abordar assuntos incomuns é um dos principais elementos que a fazem uma artista realmente notável. Que isso nunca mude.”

Fontes: Guardian.co.uk e ayubrasil.com

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Essa é a razão de eu estar falando de Ayu aqui, no modamodamoda. A cantora nipônica é comparada às divas Madonna e, agora, Lady GaGa. Eu, pessoalmente, SEMPRE disse que GaGa não era tão original assim, que muita coisa que ela faz, eu já vi Ayu fazendo muito tempo antes. E agora tudo o que eu disse foi mais do que comprovado pela matéria.

Ayu é ícone fashion no Japão – algo não mencionado na matéria, mas é bem verdade.

Qualquer coisa que Ayu faça, desde mudanças no cabelo – que, acredite, são várias POR ANO – até as unhas artísticas, as japonesas imitam sem pestanejar. Ayu é símbolo de bom gosto da moda no Japão. Em um de seus clipes do cd Rock’n'Roll Circus, o sexy little thing (ainda não exibido), Ayu veste roupas by Alexander McQueen, que, coincidentemente, era um dos designers favoritos de GaGa.

 

Então, para comprovar tudo o que eu digo e encerrar essa matéria, seguem abaixo 3 clipes que Ayu fez e que estão devidamente postados no youtube (lógico que a música citada na matéria já está como link externo para o vídeo no youtube).

Microphone é o clipe mais recente de Ayu, exibido essa semana no Japão. Mesmo o pessoal da gravadora dela, a Avex Trax, exigindo que o vídeo fosse removido do youtube, algumas pessoas sempre voltam a postar, já que eles ainda não disponibilizaram a versão completa do PV no canal oficial de Hamasaki, mantido pela própria gravadora.

Sparkle foi um dos carros-chefes do último cd de Hamasaki, o Next Level, lançado no ano passado. O disco fez um  resgate da onda disco/eletrônico e vendeu mais de 240 mil cópias só na primeira semana. Esse clipe chegou, inclusive, a ser exibido numa boate espanhola à época do lançamento.

E, por último, por que não uma baladinha, certo? Jewel foi gravado entre 2005 – 2006, mas ainda assim é tido como um dos clipes mais caros do mundo, custando mais de US$ 1 mi, por causa de todas as jóias e diamantes usados em sua produção.

por Alana Vasconcelos

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Oriente influencia Ocidente e vice versa

Vejam algumas capas de Ayumi Hamasaki e outras divas dos lados de cá comparadas.

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A Shakira repete a idéia de uma foto enjaulada para a capa. Só não está vestida de oncinha, nem de loba como no título do álbum.

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Agora é a Ayumi que mistura um pouco da Shakira com a Beyoncé.

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Foto e título idênticos! Será cópia?

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Ayumi gosta mesmo da Mariah.

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Aqui, duas grandes divas ocidentais copiam Ayumi: primeiro Shakira que dá uma de Eva e depois Beyoncé usa o mesmo nome pro seu álbum.

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Ayumi dá uma de diva primeiro que Beyoncé.

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E finalmente Britney se inspira em “Evolution” mas a atual turnê de Ayumi se chama “Circus”, nome do álbum da Britney de 2008.

por Julia Salgueiro



março 13th, 2010

Campanha da C&A outono/inverno 2010

by Julia Salgueiro

 

 

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Moda e música estão intimamente ligados. Vide as divas atuais e do passado como Madonna, Lady Gaga e uma infinidade de outras, não só divas, mas como bandas, etc etc etc… E se faz muito bem quem associa a duas coisas.

É o caso atualmente da C&A e sua campanha (criada pela agência DM9DDB) para o outono/inverno 2010 com as tops Isabeli Fontana, Caroline Ribeiro e Ana Beatriz Barros.

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A campanha, toda filmada e fotografada no Palácio dos Cedros em São Paulo, tem a versão da música “Tainted love” interpretada e da cantora Andrea Boris como trilha sonora. Segundo o Portal da Propaganda a trilha desse comercial foi feita pela produtora Tentáculo exclusivamente para a C&A.

A inspiração veio do filme Sin City mas eu vi referências claras de Crepúsculo e filmes de terror mais antigos. Bem no clima da campanha – mistério, sexy e rock.

Veja o VT pronto e o making of da campanha abaixo:




fevereiro 26th, 2010

Celebridades “estilistas” por uma boa causa

by Julia Salgueiro

Estilistas, inevitavelmente acabam virando celebidades mas celebridades que viram estilistas? Depois de Victoria Beckham, que recentemente causou polêmica defendendo a magreza da modelos em desfiles, e Madonna e suas parcerias com lojas de departamento, agora chegou a vez de Shakira se aventurar pelo mundo da moda. Mas calma, é por uma boa causa. Partindo de uma parceria entre a Hard Rock Internacional e a Fundación Pies Descalzos criada pela cantora, que atende e dá oportunidades a crianças vítimas de violência na Colômbia, foram desenvolvidos um bracelete e uma camisa.

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Os artigos em edição limitada pode ser comprados online (www.hardrock.com) ou em qualquer Hard Rock do mundo.
Ah, e Shakira não pretende virar estilista não. Só por essa boa causa.

Antes dela, no embalo de apoio às vitmas do Haiti, Lady Gaga (minha ídola!) lançou uma camisa cujo lucros das vendas foram revetidos para a reconstrução do País.

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Fotos: Divulgação



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