Archive for ‘Teoria’

janeiro 23rd, 2012

Saia lápis: Manual de instruções

by Julia Salgueiro

Cori, Reinaldo Lourenço e Colcci - Inverno 2012 | Fotos: Zé Takahashi/Ag. Fotosite

Ela aparece sempre em algum desfile em várias estações, é um clássico e isso ninguém pode negar mas, sabia que não fica bem em todo mundo? É sério!

Antes de sair por aí usando uma saia lápis achando que vai ficar instantâneamente elegante, dá uma olhada nas dicas!

Pense no corpo como um conjunto de formas geométricas (isso é óvio mas quase nunca a gente pensa assim). Se você coloca uma peça que vai acompanhar o formato do corpo – e a saia lápis faz isso – significa que ela vai evidenciá-lo, correto? Correto.

A saia lápis tem formato cilídrico e são ajustadas da cintura ao joelho (ou mais abaixo).

Vamos às dúvidas?

Tenho quadril largo. Posso?
Se a ideia é ficar sexy, até pode mas pra manter a elegância, melhor uma saia reta ou evasê.

Saia reta e evasê

Tenho o quadril estreito. Posos me jogar?
Vai com tudo. Isso vale também para quem tem pernas finas e tornozelo fino.

Tou gordinha. O que eu faço?
Prefira uma evasê que vai criar uma ilusão de cintura.

Sou baixinha. E aí?
Toma cuidado pra não achatar o visual. O ideal é uma saia de cintura alta e acima do joelho pra ajudar a alongar. E saltos poderosos, claro!

Tenho estômago alto. Posso usar?
Pode com um truque. Coloca uma blusa levinha por dentro e deixa folgadinha passando do cós.

Acima do joelho com cintura alta, usada com blusa ensacada pra disfarçar o estômago alto e com matrial diferenciado.

Acima ou abaixo do joelho?
Tanto faz. As de alfaiataria ficam mais bonitas acima do joelho. Outros materiais como, por exemplo, a malha podem passar um pouco do joelho.

E qual o melhor tecido?
Lembre-se que, por ser justa, isso dificulta um pouco os movimentos portanto, tecidos com elastano são as melhores escolhas.

Com que sapato?
Bom, tradicionalmente ficam bem com sapatos altos fechados mas também, dependendo do look e da ocasião, dá pra usar até com sandália ou sapatilha!

Merilyn Monroe e Ana Claudia Mitchels

Mais curiosidades

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  • As saias lápis são uma evolução das saias sino, só que essas eram longas e amplas dos joelhos para baixo.
  • O estilista que introduziu esse estilo de saia na moda foi Christian Dior no fim dos anos 40.
  • Ela surgiu na década de 40 quando as mulheres precisaram começar a trabalhar e, por conta do racionamento de tecidos após a Segunda Guerra Mundial, não dava pra gastar mais tanto dinheiro com vestidos longos e enormes.

 



janeiro 19th, 2012

Você sabia? Veludo

by Julia Salgueiro

A palavra veludo é originária do latim (villosus) é um tecido com trama bem estreita onde um seu lado avesso é liso e o externo tem pêlos curtos e fechados e é super macio.

A técnica de fabricação veio lá do Oriente mas a Itália e França passaram a produzir na Idade Média.

Por volta do século XIX eles eram confeccionados com fios de seda e o tecido dava origem a casacos e vestidos. No século XX fez sucesso nas roupas de festa e entre os anos 60 e 70 ele voltou à moda em saias e calças usadas durante o dia. Eram as famosas calças de veludo cotelê (aquele riscadinho) da Lee (minha mãe teve uma verde linda!), ou as de veludo liso da marca francesa Newman. Ter uma peça de veludo no guarda roupas era quase que obrigatório nessa época.

Veludo liso e cotelê

Nos anos 80 e 90 ele caiu em deseuso mas estilistas como Tom Ford e a grife italiana Gucci o trouxeram de volta para o século XXI, dando aquele ar de luxo a paletós e outras peças.

Blazer em veludo Tom Ford

O veludo por ser feito a partir de qualquer fibra como a seda natural, o algodão ou fibras sintéticas, ainda assim, com alto custo. Atualmente ele é fabricado com acetato de raiom, o que torna seu preço mais barato. Pode também ser produzido com restos de e misturas de fibras.

Como usar:

O veludo tem a cara do inverno mas alguns, mais leves, podem ser tranquilamente usados na meia estação. Os com fibra a base de algodão e seda, por exemplo, não esquentam muito.

Os lisos em cores escuras e fechadas caem perfeitamente para a noite já os cotelê (mais comuns nas cores azul, verde e caqui) são mais esportivos e podem ser usados durante o dia.

 

Cuidado ao usar e misturar porque só por ser veludo, já causa muito impacto.

Duas peças de veludo? Pode mas mantendo a continuidade da textura. Ou seja: liso com liso, coletê com cotelê… e assim vai. E cuidado também se tiver um pouco acima do peso. Por ter um certo brilho e ser de textura mais encorpada, esse tecido pode acabar destacando aquilo que você não tá muito a fim de mostrar.

E por falar em cotelê, eles são perfeitos para o dia tanto para homens quanto para mulheres em jaquetas, blazers, saias ou calças.



janeiro 16th, 2012

Nem só de perfeição vive o homem

by Aguinaldo Sena

Como diz minha mãe nasci em defesa dos fracos e oprimidos, hoje eu apareci em prol das minorias, falo porque moro com duas “gatas” de um metro e sessenta que calçam em média número 33, imagine a diversão que é achar um sapato decente nesse tamanho?! Você já ouviu falar em modelos plus size[bb]? E em desfile para deficientes?

Donyale Luna e Dorothea Towles Church

Dorothea Towles Church (julho 26, 1922—julho 7, 2006) titulada a primeira modelo negra nas passarelas parisienses desejava atuar, porém foi desencorajada pela ausência de papéis negros na década de 40, então começou a trabalhar como modelo e logo chamou atenção de Christian Dior. Outras como Donyale Luna (primeira modelo na capa da Vogue britânica); Beverly Johnson (nomeada pelo The New York Times como uma das pessoas mais influentes do século XX após sair na capa da Elle francesa em 1975), Veronica Webb, Iman e Emanuela de Paula (Primeira modelo na capa da Vogue Brasil) foram as primeiras modelos negras da história a fazer diferença étnica nas passarelas.

Veronica Webb e Grace Carvalho

Emanuela de Paula e Malana

Recentemente houve a polêmica com as top-models brasileiras Grace Carvalho e Malana (entre outras) sobre as cotas para modelos afro-descendentes na SPFW, independente disso elas desfilaram e desfilam honrando a beleza tipicamente brasileira, nacional e internacionalmente.

Modelos plus size são pessoas envolvidas na modelagem de roupas plus-size, clareou? Não? Plus size[bb] significa “mais tamanho”, ou seja, são modelos consideradas acima do peso. Nomes como Jean-Paul Gaultier e John Galliano já utilizaram modelos plus size em alguns de seus desfiles. Dentre esse tipo de modelo os que mais se destacaram foram: Emme Aronson (Primeira a conseguir reconhecimento nos EUA), Velvet D’Amour (Modelo de maior porte no desfile primavera/verão 2007 de Jean-Paul Gaultier) e Crystal Renn (Virou plus size após recuperação de anorexia). Aqui no Brasil já existe até “Fashion weekend” para plus size’s! O evento vai reunir grifes especializadas no tamanho a partir do 44 e ocorre nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2012, em São Paulo.

Emme Aronson e Velvet D’Amour

Não é comum ver um cadeirante desfilando, entretanto esta pratica já é devidamente explorada aqui no Brasil e principalmente na Europa. A modelo britânica e perfeita aos meus olhos Kelly Knox, diz: “Em meu lar não utilizamos a palavra deficiência. Não me sinto com deficiência, mas a sociedade vai me rotular como portadora de deficiência”, Kelly foi vencedora do Britain’s Missing Top Models (Competição destinada a modelos “deficientes” promovido pelo TV BBC) e afirma ter entrado no concurso para encorajar outras garotas em situação similar.

Kelly Knox

Outro exemplo digno de divulgação é a Kica de Castro (http://kicadecastro.blogspot.com/), dona e fotógrafa de uma agência que carrega seu nome, trabalha com aproximadamente 80 modelos, todos com necessidades especiais, alguns deles até com carreiras internacionais. Diz Kica em entrevista ao programa, TVendo e aprendendo: “Valorizamos no ensaio a existência do corpo, não importa o corpo que você tenha”. Uma de suas modelos é Caroline Marques, sonhava em ser modelo desde muito pequena, sofreu um acidente aos 9 anos e ficou paraplégica. Conheceu Kica através de uma amiga e hoje trabalha com a mesma, acredita que somente resta para a sua realização profissional e pessoal desfilar ao lado de outra modelo, como Gisele Bündchen, não como moda inclusiva mas como qualquer outra modelo.

Kica de Castro e Caroline Marques

Outras modelos como Vanessa Vidal (Deficiente auditiva, vencedora do segundo lugar no Miss Brasil 2008), Paola Kloekler  e Brenda Costa tambémtem tomado espaço nessa atmosfera antes tão “perfeita”.

Caroline Marques e Paola Kloekler

Brenda Costa e Vanessa Vidal

 



janeiro 9th, 2012

Tangerine Tango: A cor de 2012

by Yasmin Galindo

A cor, não é bem um laranja, nem bem um vermelho, é a intermediação dos dois, ou seja, perfeita!

Segundo a produtora executiva da pantone, Leatrice Eiseman:

Sofisticado, mas ao mesmo tempo dramático e sedutor, o Tangerine Tango é um laranja profundo. Evocando o tons radiantes de um pôr do sol o Tangerine Tango casa a vivacidade e a adrenalina do vermelho com a simpatia e calor do amarelo para formar um tom de alta visibilidade, magnético e que emana calor e energia.

E eu faço delas as minhas palavras, a cor é linda e eu já me apaixonei por ela facinho, facinho.

Como já sugere o nome, a cor é quente, viva e sedutora, achei hiper interessante, a referência da dança no nome da nova cor. Tango para quem não sabe, é uma dança super quente, o tango é a dança da carne, do desejo e dos corpos entrelaçados.

A cor já diz a que veio, é uma cor extra sensual sem ser vulgar, mas requer cuidado na hora do vai bem com o quê. Então, vamos às “regras”:

Combine o Tangerine com cores neutras e claras

Para as mais discretas, que gostam de apostar em apenas um ponto de cor.

Aposte também no jeans, que é o casal perfeito para essa cor

Todos deveriam testar a combinação, não é ousada, mas mostra um alto conhecimento de moda, até porque, ficar dentro da tendência e jeans sempre é it!

Preto, branco e cinza evidenciam ainda mais a cor

Ainda no leque das cores sóbrias, e é fácil de não errar, e as opções com essas combinações são inesgotáveis.

Tons de amarelo dão uma sensação cítrica que é bem cara de verão

Essa daqui já é para as mais ousadas. Traz uma grande carga do color blocking (leia mais sobre isso clicando aqui), o amarelo é uma cor quente, assim como o tangerine, mas fica lindo. Vale à pena também apostar junto com verde e rosa choque.

A combinação laranja + azul está criando um novo Navy ainda mais bonito

Essa combinação é a minha preferida, acho azul chique, principalmente em seus tons mais escuros e com o tangerine traz um frescor elegante. E o navy também ajuda, trazendo a cara do verão para os nossos guarda-roupas.

Mas o uso do tangerine tango, não se restringe apenas nas roupas, ele atacou também o setor de beleza, acessórios, design e decoração. Vale a pena por um detalhe tangerine na decoração da casa pois a cor traz boas energias e torna o ambiente aconchegante.

E se a roupa estiver muito sóbria, aposte naquele batonzão tangerine para dar um up ou numa boa bolsa para levantar o astral da roupa, a cor vai bem com todos os tons de pele, desde as mais branquinhas até às negras, e atenção ruivas: Vocês que tem que tomar cuidado com as cores da roupa para não brigar com o cabelo, podem se jogar no tangerine, ele casa super com vocês!

 

 



dezembro 27th, 2011

Vintage: Nada se cria

by Aguinaldo Sena

De início vou confessar que quando Júlia me convidou pra bolar um post a primeira coisa que veio na minha cabeça foi essa onda que tem tomado meu guarda-roupa nos últimos meses: O Vintage. Então, vamo lá!: Afinal o que é Vintage?

O Vintage é nada mais do que um estilo retrógrado baseado nas vestimentas das décadas de 40 até 90. Os pré-requisitos pra uma peça ser considerada Vintage é a idade média de 20 anos, ser testemunha de um estilo próprio como, por exemplo, os “Hippies”, e não ter passado por nenhum Remake. Grandes nomes como Louis Vuitton e Prada inspirados, por exemplo, em Grace Kelly e DiMaggio, têm lançado várias peças Retrô.

Entretanto o Vintage é constantemente confundido com o Retrô ou Retro, que significaria para trás. A diferença é que as roupas classificadas como Retrô são completamente ou parcialmente repaginadas sendo produzidas somente com uma inspiração Vintage (Como os oxfords femininos, ‘roubados’ do guarda-roupa masculino), e as próprias são originais, costumeiramente encontradas em brechós, antiquários e em bazares. Exemplo de roupas vintages nas décadas de 60, 40 e 20 são: vestidos soltinhos, sapatilhas e calça cigarrete; estilo militar e saias rodadas; colares longos, vestidos e cabelos curtos; respectivamente.

Uma adepta da moda quarentista e até cinquentista é a cantora Amy Winehouse, basicamente influenciada pelo estilo das Pin-up’s, outras como a cantora e estilista Lilly Allen e a cantora Adele também são grandes fãs das roupas ‘antiguinhas’. Só pra esclarecer, Pin-up é o termo que se dirige a modelos cujo imagens, moderadamente de cunho erótico, exercem poderoso papel na cultura pop. Dentre elas se destacam Betty Grable, Marilyn Moroe, Pamela Anderson, Cristina Aguilera, Katy Perry e até Beyónce Knowles. A marca registrada de uma Pin-up é o batom vermelho cereja e o delineador, facilmente encontrado nos nomes citados acima.

Hoje em dia existem infinitas influências Vintages nas roupas, como os tecidos propositalmente desgastados e até o famoso All-star da Converse. Como já havia mencionado, nada se cria, por isso há a constante aparição de saias godês e saias lápis, óculos tipo ragnarok (famosos olhos de gato) ou de lentes redondas estilo Jhon Lennon, estampas florais e de poás (bolinhas) e chapéus como o Fedora e o Cloche na moda Retrô.

Por último eu indico o Nasty Gal [www.nastygal.com] como site de compras online de roupas RE-TRÔ, dono de um perfeito e enorme estoque e um frete camarada pra todo o Brasil (infelizmente o site só comercializa roupas femininas), o Beaconscloset [www.beaconscloset.com] que já disponibiliza roupas para ambos os sexos, tanto Vintages quanto Retrôs, tendo sua loja física situada no Brooklyn, Nova Iorque, e por fim o brasileiro: Eu amo Vintage [www.euamovintage.com.br].

 



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dezembro 18th, 2011

iLoad: Tecido que administra medicamentos través da pele

by Julia Salgueiro

Muito em breve sua camisa será tudo que você precisa para curar uma doença. É isso que promete a empresa suíça Schoeller Textil AG.

Ao invés de seringas ou patches, a ideia é administrar medicamentos transdermicamente. O tecido pode ser lavado e recarregado com novos agentes médicos após cada utilização.

Com aplicações no esporte e pro bem-estar, o sistema funciona através de um tecido de base com uma carga do medicamento que é absorvido como uma espécie de esponja.

O calor e a transpiração da atividade física fazem com que o tecido libere a substância que é ativada em contato com a pele. O tempo de aplicação pode variar em minutos ou horas dependendo da finalidade. Uma vez utilizada, a roupa fabricada com esse tecido pode ser lavada em máquina de lavar industrial ou doméstica removendo todos os resíduos de medicamento, deixando ela pronta para a próxima utilização.

Testes com o sistema iLoad garantem a administração de mais de um medicamento simultâneamente sem irritar a pele, servindo inclusive para tratar problemas dermatológicos e também pra uso cosmético, bem-estar e até mesmo com tecnologia anti-envelhecimento. Resultado: roupas que não oferecem somente cuidado e estilo mas também melhora da qualidade de vida.



dezembro 14th, 2011

Você sabe o que é Capitonê?

by Julia Salgueiro

Capitonê é um tipo de acabamento que foi muito utilizado nos móveis da época Vitoriana mas, ele continua aparecendo em móveis mais clássicos e com pegada mais sensual até hoje.

Seu estilo é marcante, com botões que dão acabamento à superfície alcochoada formando desenhos geométricos. O mais clássico e famoso móvel criado nessa linha é o icônico sofá Chesterfield, revestido em couro e com acabamento Capitonês.

Mas porque Chesterfeld? Uma teoria diz que tem a ver com a junção das palavras “chester” (fofo, macio) e “field” (que pode significar também sofá confortável). Segundo relatos históricos é uma homenagem ao Conde de Chesterfield que encomendou a um marceneiro, lá no século XVIII, uma peça que fosse confortável para um cavalheiros se sentar de forma elegante. Acho que ele conseguiu. Curiosidade: lá no Canadá o nome chesterfield é mesmo sinônimo de sofá, assim como aqui usamos bombril, gilette, band-aid…

Editorial com bolsa de Rogério Lima (Foto: Wéber de Pádua) e desfile da marca em 2010.

Puff com estampa (outono/inverno 2012) criada por Victor Dzenk para Lider Interiores. A coleção foi apresentada no Minas Trend Preview em outubro de 2011.

Sapato Dolce & Gabbana (2010)

Vestidos de Samuel Cirnansck na coleção inspirada no designer de móveis inglês Thomas Chippendale em 2010. Thomas foi reponsável por tornar populares os móveis criados para reis e rainhas em 1700.

Desde 2000 além dos móveis o Capitonê vem invadindo a moda em versões mais coloridas tanto em acabamentos de roupas quanto em acessórios. Samuel Cirnansck, Rogério Lima e Acquastudio foram duas marcas que investiram nesse trabalho.

Bolsa com acabamento em Capitonê da Carmim

Bolsas da marca Legaspi



setembro 29th, 2011

3° Seminário de Moda Sustentável

by Julia Salgueiro

Dica da boa pra quem tá em Pernambuco e vai aproveitar a Bienal do Livro que está acontecendo no Centro de Convenções.

Moda com sustentabilidade é foco de discussão durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, neste sábado (01), em iniciativa promovida pela Modateca, projeto de extensão da UPE. Na programação, haverá palestras com diversos nomes do estudo e da produção da moda como o estilista Leopoldo Nóbrega (Tendência Verde no Mercado da Moda), a professora Mychelle Jacob da UPE (Sustentabilidade e moda na docência) e Verônica Ribeiro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que falará sobre o projeto do centro de referência de moda.

A noite ainda será movimentada com o lançamento do primeiro volume do livro “Linhas da Moda”, escrito pela coordenadora do projeto Izabelle Barros e outras três estudiosas sobre o assunto: Taciana Viana (UFPE), Maria Dolores de Brito Mota e Adriana Leiria Matos (ambas da UFCE). A publicação enfoca a importância das várias linhas que constroem o conhecimento na área de moda em artigos sobre pesquisa, ensino e produção. No final, um desfile mostrará as propostas das ganhadoras do Concurso Cultural Moda que Recicla, realizado no último mês: Marcela Rocha (1º lugar), aluna da FBV, e Emilly Souza (2º lugar), do Senac-PE, inspirados rescpectivamente nos trabalhos do Cordelista e Xilografista José Costa Leite e do artista paulista Vik Muniz.

Bienal Internacional do Livro de Pernambuco
Centro de Convenções de Pernambuco – Complexo de Salgadinho, s/n, Olinda

Dia: 01/10/2011
Hora: a partir das 19h



agosto 1st, 2011

Roxo é cor de rico e azul é cor de pobre?

by Julia Salgueiro

Por volta de 330 d.C. no Império Bizantino, as roupas tingidas de roxo eram super valorizadas. É que esse tom derivava de um pigmento muito raro (e caro) que só a nobreza teria condições de comprar: a púrpura.

Imperador Bizantino Justiniano I

Os pobres usavam roupas tingidas de urina. Sim, xixi dos tintureiros que gostavam muito de tomar muita bebida alcoólica e enchiam baldes e mais baldes! A partir da ureia era obtido um corante de cor azul e, portanto, a cor que designava “pobreza” era esta.

Como eles faziam isso?

Encontramos na saliva substâncias que estão sendo excretadas e que não possuem qualquer função na digestão tais como o sulfocianeto, o nitrito e a uréia. (…) Colocar em tubo de ensaio 1 mL de saliva filtrada, duas gotas de ácido sulfúrico diluído (10%) e duas gotas de iodeto de potássio (10%). Desprende-se iodo que pode ser melhor observado pela adição de 1 mL de goma de amido 1% levando ao desenvolvimento de cor azul.

(Fonte: Guia de Química Fisiológica – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

O pigmento púrpura, que era usado também na Roma Antiga, podia ser obtido através da secreção mucosa produzida por um molusco do gênero Murex. Essa secreção é incolor e só fica roxa quando exposta ao sol.

A produção consistia em esmagar o molusco inteiro, abrir pra retirar a glândula que produz a secreção, salgar a massa durante três dias e depois ferver tudo em água por dez dias! A solução concentrada era diluída em água onde o tecido era tingido para depois ganhar cor quando exposto ao sol. Dá pra entender porque é cara agora?

Interessante observar que no século XV, na Europa Medieval, o azul passou a ser uma cor real e da aristocracia, rara e cara produzida de através do lápis lazúli, uma pedra semi preciosa encontrada na China, Pérsia e Tibet, que foi trazida para a Europa do Afeganistão e entrou pela continente através de Veneza. Depois do colapso do Império Romano, o roxo caiu em desuso e o azul ganhou lugar de destaque para a nobreza. A classe trabalhadora passou então a usar principalmente verde e marrom.

Lápis lazúli e pigmento azul ultramar

Imagens: Imperador Bizantino Justiniano I – St. Vitale, Ravenna e reprodução

 



julho 29th, 2011

Baixinhas podem usar saia longa?

by Julia Salgueiro

As saias longas estão em alta. Seja em algodão, seda e até jeans dá pra usar em quase todas as ocasiões. Mulheres altas e com pernas longas ficam incríveis com esse tipo de saia.

Aí surgiu a dúvida: baixinhas não podem usar saias longas? Claro que podem! Se fosse assim ninguém vestiria longo em nenhuma festa, por exemplo.

Pois sim. Baixinhas podem usar saias longas (Oba!) e não só em festas como também no dia a dia.

Olha a dica:

Para dar impressão de ser mais alta, suba um pouco a cintura e opte por um top na mesma cor ou numa cor bem próxima da saia. Isso funciona também no caso de usar estampa. Lembrando que, quem além de baixinha for gordinha, vai ficar melhor se usar estampinhas muídas. Assim, você cria a ilusão de alguns centímetros a mais. Blusas mais soltas dão continuidade ao look e isso também alonga a silhueta.

Mais outra dica:

Atenção para os sapatos pra não estragar sua produção. Nada de sapatos sociais (como scarpins) e sandálias de salto fino com cara de festa. Prefira rasteirinhas, clogs, espadrilhas ou anabelas com salto de corda que estão super em alta.



julho 21st, 2011

Sapatilhas: Manual de instruções

by Julia Salgueiro

Você ama um saltão, correto? As baixinhas como eu (e as altinhas também) se sentem poderosas a bordo de um super salto mas, vamos combinar que uma sapatilha sempre cai bem na hora que queremos conforto!?

Pois é. A sapatilha é um item indispensável no guarda-roupa feminino e foi eternizada pela musa Audrey Hepburn desde 1957, quando ela apareceu usando uma sapatilha de balé.

Desde o final da década de 50 elas fazem sucesso e foram muito usadas com leggings, calças capri, calças skinny e saias com cortes retos e ajustados ao corpo.

As opções que encontramos hoje no mercado tem muito mais personalidade, diversos tipos de materiais e modelos.

Saiba que uma sapatilha, por si só, já é um item casual e pode detonar todo seu visual se usada de uma forma que não combine com seu biotipo. Então, tenha cuidado.

Sabia que existem algumas dicas pra tirar proveito das sapatilhas valorizando seu corpo? Pois bem, olha elas aí:

  • Se você tem pernas grossas, os modelos mais indicados são os com lateral mais fechada (1) criando a ilusão de equilíbrio das proporções. As com bico fino (2) também são ideais para dar a ilusão de pernas mais longas.
  • As baixinhas podem apostar em sapatilhas mais cavadas na frente (3) e de cores mais próximas ao tom da calça ou da pele. E atenção com o comprimento da calça: a barra não pode arrastar no chão.
  • Seu pé é grande? Vai nos modelos com biqueira (4).
  • Ficam ótimas com com calça skinny ou boyfriend mas, só para as mais magras.
  • Para alongar a silhueta, use com jeans escuro.
  • As no estilo peep toe (5) dão a impressão de aumentar o tamanho do pé.
  • Quanto às cores e texturas, sapatilhas coloridas (6) ficam melhores em looks neutros e para festas e ocasiões mais formais, prefira as de verniz (6), cetim (7) ou com paetês (8).
  • As calças capri têm o comprimento ideal para deixar as sapatilhas em destaque. A sapatilha baixa também faz bela dupla com calças de comprimento mais longo e, metalizadas, avivam qualquer look básico.
  • Uma boa imagem a ser explorada quando as temperaturas começarem a subir. Sapatilhas com short curtinho.

Audrey Hepburn ainda era uma  jovem estrela do cinema quando popularizou o sapato de balé da marca Capézio em 1957. Do palco para as ruas, a transição do uso das sapatilhas havia acontecido na década anterior.

A lição que Audrey Hepburn aprendeu com seu estilista favorito, o francês Givenchy, foi que a simplicidade é a essência de uma moda atemporal. Ou seja, clássica.

As sapatilhas então, são uma revisão das do balé clássico. A biqueira quadrada é uma adaptação dos sapatos de baile do início do século XIX. Reintroduzidas à moda graças ao estilista Marc Jacobs epor serem um clássico, entra estação, sai estação, elas continuam sempre em alta e elegantes.

Uma curiosidade: as “zapatillas” dos toureiros espanhóis têm laços ao estilo das “bailarinas“.



julho 1st, 2011

Modo de usar: Chapéus

by Julia Salgueiro

Chapéus são acessórios clássicos tanto para mulheres quanto para homens e, ao longo da história se mostraram como símbolo de elegância e até status social.

A palavra chapéu vem do latim “cappa” que significa “peça usada para cobrir a cabeça“.

No Antigo Egito, Babilônia e Grécia, eles mas se pareciam com faixas com o objetivo de prender os cabelos. Algo semelhante aos turbantes. Também era usadas tiaras e cordas finas com esse mesma finalidade. A faixa colocada em torno da copa na atualidade tem referência nesses primeiros adornos usados na cabeça.

O primeiro chapéu mais parecido com o que conhecemos hoje foi o Pétaso. Tinha copa baixa, abas largas e era usado pelos gregos durante suas viagens como forma de proteção. Seu uso perdurou por toda a Idade Média.

Pétaso e Bonnet Rouge

Na Antiga Roma os escravos recém libertos usavam uma espécie de gorro em forma de cone com a ponta caída paara o lado (mais ou menos como o gorro do Papai Noel) como sinal de sua liberdade. Esse modelo foi revivido na Revolução Francesa e chamado de “Bonnet Rouge” se tornando o símbolo do partido republicano.

Depois da Revolução Francesa foram adquirindo formatos diferenciados e ricos adornos. Até hoje os chapéus guardam algumas influências dos antigos.

No inverno ou no verão, dos mais sofisticados aos mais simples, eles dão charme e, quando usados como centro das atenções de um look, podem fazer toda a diferença.

A dica é “menos é mais“. Apostar em peças simples e deixar o chapéu como centro das atenções.

Ao escolher seu preferido, leve em conta seu biotipo e formato de rosto. Rosto pequeno pede chapéus menores e mais discretos com a copa (parte do chapéu que vai desde o encaixe da cabeça até o topo dele) e aba proporcionais. Quem tem rosto mais largo e quadrado pode escolher chapéus maiores e com copa média ou baixa.

Apesar do nome, ele é fabricado no Equador, em Cuenca e Montecristi. Suas características principais são a cor clara e o material do qual é feito: palha de uma planta chamada Carludovica Palmata, originária do Equador e países vizinhos.
Pode vir em diversos formatos e a diferença entre o esportivo e o clássico está na cor da fita que o decora. A de cor clara o torna esportivo e a mais escura, clássico.
Perfeito para ser usado nos dias quentes por serem leves, dão ar despojado nas produções. Mulheres também tem aderido a esse acessório sempre abusando da feminilidade no restante do look.

Fabricado em feltro ou pele de coelho, é também conhecido como Borsalino e tem o mesmo formato do Panamá. Surgiu por volta do século XX e teve bastante sucesso por conta de seu uso por atores nos filmes de Hollywood nos anos 40.
É o modelo atual e perfeito pra quem quer dar um toque fashion na produção. Pode ser usado de dia e de noite e fica ótimo até para quem tem rosto mais redondo. Use não muito arrumadinho.

Semelhante ao Fedora, tornou-se popular por ser muito usado entre músicos de Jazz e Soul além de ser o preferido das celebridades hollywoodianas. Seu estilo lembra também o Panamá só que com abas mais estreitas. Ficam muito bem em quem tem rosto mais fino.

Os primeiros a usarem foram os escoceses e bascos mas elas se tornaram símbolo militar quando caçadores alpinos franceses resolveram usar boina azul escura, em 1889, como parte do uniforme. Nos anos 60 foram adotados pelos Panteras Negras como símbolo do partido que tinha como finalidade original, patrulhar guetos negros protegendo de atitudes brutais da polícia. Por ser bem diferente, dão toque alternativo no visual.

Usado pro homens e mulheres, fica bem em quase todos os tipos de rosto. É mais usado por quem opta por looks mais esportivos e é bastante popular entre os mais jovens. Deve ser usado em ocasiões casuais.

É um chapéu feminino com cara de verão. Levinho e com abas largas e molengas, dão ar despretencioso ao look. Ficam ótimos em mulheres de rosto mais fino e podem ser usados com vestidos mais leves e esvoaçantes.


Seu formato lembra um sino (daí seu nome que vem do francês) e ele foi muito popular na década de 20 e no período pós Primeira Guerra. A copa praticamente se confunde com a aba. Esse modelo extremamente feminino e delicado é arrematado com fitas e detalhes em laços que completam sua estrutura.



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maio 26th, 2011

Uma breve história do jeans

by Julia Salgueiro

Tudo começou em Nimes, na França (1872) quando o tecido foi fabricado pela primeira vez. Mas foi em Maryland, na Nova Inglaterra em 1793 que o uso pela indústria têxtil deste algodão sarjado batizado de Denim se popularizou.

O dia 20 de maio foi escolhido como uma espécie de data de aniversário do jeans, pois foi exatamente neste dia, no ano de 1873 foi liberada a patente da primeira peça produzida com esse material: uma calça.

A calça jeans foi criada em 1853, pela dupla Levis Strauss e Jacob Davis, para ser resistente e ser usada por trabalhadores de minas americanas porque os homens necessitavam de roupas com um tecido que não se rasgasse ou se desgastasse facilmente. O jeans é durável e não merece grandes cuidados e, exatamente por isso era perfeito para ser destinado a roupas de trabalho.

Do ponto de vista técnico, o Denim nasceu da fusão de um tecido de sarja de algodão e um corante, azul índigo. Ed Cray descreve em seu livro o seguinte: “…os fios da trama são submetidos a dois tipos de tratamento. Apenas um deles é tingido e o outro mantém seu tom original.

O imigrante alemão Strauss e seu sócio Jacob Davis (alfaiate da Califórnia) confeccionaram então a primeira calça jeans com acabamento em rebites que reforçavam a costura.

Mineradores americanos

O modelo criado por eles fez tanto sucesso entre os mineradores que eles incorporaram a peça como uniforme.

Só depois de muito tempo e do aprimoramento das técnicas de fabricação quando o jeans começou a ser lavado com pedras antes de ir para as lojas, ele começou a ficar mais macio.

O tecido marrom usado na fabricação das peças vinha de Maryland e, primeiramente, era utilizado para cobrir carroças. Quando as vendas do tecido começaram a cair, passou-se a usá-lo na fabricação das calças com três bolsos que se prendiam com tiras. Em 1910 elas passaram a ter bolsos traseiros.

Itália, 1922

As calças passarem a  vendidas em larga escala, ele se tornaram um item revolucionário que mudou toda a forma de vestir das pessoas. Já na cor índigo (que na verdade é verde e, com o tempo e a luz, ainda na tecelagem, vai se transformando em azul), ele passou a vestir não só os mineradores, mas também virou sucesso em agricultores, ferroviários e vaqueiros americanos. Posteriormente também foi usado pelos hippies como símbolo de rebeldia contra as roupas convencionais.

Hippies

A Levi Strauss & Co. dominava o mercado do sul dos EUA enquanto Blue Bell / Wrangler ficava com o norte e H.D. Lee Inc com o meio oeste.

O jeans, é uma moda que veio do povo, nascida não pelas mãos de um estilista, mas popularizada pelo uso e aceitação pelas pessoas. (Entenda como nasce uma moda clicando aqui)

O jeans é um fenômeno singular e se tornou um clássico não só para homens como também para mulheres (veja alguns clássicos do guarda roupas feminino aqui).

É usado em todos os continentes, por trabalhadores do campo e da cidade, adotado por ricos e por pobres e até hoje conserva as características das primeiras peças produzidas no mundo.

Ídolos na música como Elvis Presley e do cinema como Marlon Brando e James Dean, fizeram a ponte entre o jeans e à liberdade e rebeldia de toda uma geração. Até hoje o modelo clássico 501 da Levi Strauss com rebites e botão de metal inspiram marcas em todo o mundo.

Elvis Presley, Marlon Brando e James Dean

O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein. A princípio o jeans não foi bem aceito pelos costureiros que decretaram que em pouco tempo os homens estariam usando saias ou se vestindo como astronautas. Nada disso aconteceu. A medida que a modelagem foi evoluindo, as possibilidades de melhora no tecido foram surgindo e a indústria da moda se abriu às várias tendência de estilo, o jeans foi incorporando o conceito de democracia e versatilidade no modo de vestir.

A indústria da moda aderiu criando etiquetas de luxo para explorar esse nicho de mercado. Hoje temos peças com modelagens elaboradas, vários tipos de acabamento e lavagens e não são só calças. O jeans serve de matéria prima pra muitas outras peças do guarda roupas incluindo até lavagens ecologicamente corretas com redução na quantidade de água utilizada (uma calça jeans básica gasta cerca de 11 mil litros de água ao longo de todo o processo de fabricação, segundo a ONG Water Footprint Network. Isso é equivalente à capacidade de um caminhão-pipa.).

Em 2008 foi leiloado pelo eBay o jeans mais caro do mundo, arrematado pela bagatela de US$ 36.099,00. Foi uma calça Levi’s modelo 201 feita na década de 1890 e encontrada dentro de uma mina no deserto de Mojave na Califórnia.

Jeans leiloado pelo eBay

Num estado de conservação muito bom, levando-se em consideração seus mais de 100 anos, ela se manteve quase intacta porque, além de estar coberta de parafina (das velas usadas para iluminar o ambiente) ela estava dentro de uma bolsa.

Fontes: Dicionário da Moda, Marco Sabino; Google Cronograma



maio 19th, 2011

O que é Color Blocking?

by Julia Salgueiro

O Color blocking (“bloco de cores”) não é um conceito novo. É uma montagem em que, num mesmo look, tons e cores são misturados.

Para entender, vamos olhar um pouco para as artes plásticas. Lembram do quadro Composição de Mondrian? Linhas verticais e horizontais, cores primárias e contrastantes. Pois bem. É essa a ideia. Não necessáriamente com cores contrastantes. Também é possível brincar com o tom sobre tom.

Quadro “Composição” de Mondrian

Inspirou Yves Saint Laurent nos anos 60 e muitos outros depois dele.

A Gucci foi a responsável por trazer de volta esse conceito para as passarelas atuais. Vogue e Elle já vem difundindo a tendência há algum tempo. Desde 2009 esse conceito aparece nas coleções de inverno e verão. Baleciaga, Lacoste e Marc Jacobs já exploraram bem a tendência.

Como combinar essas cores é essencial e pra isso é preciso entender um pouco da Teoria das cores. Você pode brincar com cores opostas ou análogas. Sabe o que é isso? Vamos lá.

Este é o Círculo cromático. Não vamos aprofundar nessa teoria nem em como as cores combinadas formam outras cores (exist

em alguns livros sobre o assunto que você pode consultar). O importante é entender como usar pra fazer suas combinações.

As cores diretamente opostas no círculo cromático são chamadas Cores Complementares. São as cores que mais contrastam entre si, sendo assim, se queremos realçar o amarelo, devemos colocar junto dele o roxo.

Cores complementares

As cores adjacentes no círculo cromático são denominadas Cores Análogas. São aquelas que estão lado a lado no círculo cromático, apresentam uma mesma cor em sua composição e por isso são pouco contrastantes. Transmitem sensação de uniformidade e são consideradas elegantes. Uma dica é combiná-las com uma cor complementar.

Cores Análogas

Quer um visual vibrante? Tente vermelho e verde ou laranja e azul (cores opostas).
Quer um visual comportado? Invista no vermelho e laranja ou violeta e rosa (cores análogas).

Você acha a ideia de misturar as cores legal mas ainda ter receio em se jogar na brincadeira? Invista numa calça colorida ou uma sainha em tom vibrante com uma t-shirt básica. Pra não correr risco, dê uma olhada nas combinações de cores nos editorias e adapte ao seu perfil. Misturar as cores sem conhecer muito pode ser um desastre.

Mais dicas:

  • Prefira escolher uma cor vibrante ou forte e um tom mais fechado para contrastar com a cor em destaque.
  • Para o dia, prefira tecidos opacos. De noite pode abusar dos cetins e tecidos com mais brilho como o tafetá e a seda.
  • No caso dos acessórios, faixas, sapatos bolsas, podem entrar na combinação com o resto das peças.
  • Algumas peças clássicas mais sóbrias equilibram o look pra que ele fique na medida certa.
  • Em ocasiões muito formais, cuidado pra não exagerar.
  • Lembre-se também que um fundo preto fica bem legal para dar destaque a uma cor mais viva. Invista em calça preta e meia calça para dar destaque ainda maior às cores.
  • Na dúvida, existem peças inteiras já em Color Blocking.


maio 4th, 2011

Você sabia? Xadrez

by Julia Salgueiro

O xadrez é uma padronagem das mais clássicas e tem cara de inverno.

Você sabia que o xadrez tem suas variações e, pra cada uma dela há um nome?

Argilé, Buffalo e Burberry

Argilé: É o xadrez com padrão apartir de losangos transpassado por listras geralmente em cores contrastantes.

Buffalo: Também conhecida como Buffalo Plaid, é uma forma mais simples de xadrez com apenas duas cores e listras mais grossas. É típicamente americana e considerada a estampa dos lenhadores. Diz a lenda que, recebeu este nome porque os índios trocavam couro de búfalo por esse tecido. Parece ter origem remota no tartan escocês do clã MacGregor (vermelho e preto).

Burberry: É um padrão clássico da grife que o vatiza. Fundo rosado com linhas em branco, preto e vermelho.

Grunge, Madras e Old England

Grunge: Listras largas combinadas com listras mais finas ganhou popularidade a partir dos anos 80 e se consolidou nos anos 90.

Madras: Xadrez de fio tinto que é formado na tecelagem.

Old england: Tradicional da antiga Inglaterra, sua padronagem lembra a do Tartan (veja mais abaixo).

Pied-de-coq, Pied-de-poule e Prince of Wales

Pied-de-coq: A estampa bicolor é maior e lembra a pegada de um galo. Daí seu nome (Piede-de-coq: “Pé de galo”)

Pied-de-poule: Do francês, “Pé de galinha”. A diferença para o pied-de-coq está no tamanho. Ele é miúdo.

Prince of Wales: Em tons neutros e complementares, ele é discreto e sóbrio.

Tartan Escocês e Vichy

Tartan Escocês: Originário das padronagens utilizadas pelos clãs escoceses sendo, gada tipo de padrão, referente a um clã, distinguindo uns dos outros (Olha aí o papel social da moda!).

Vichy: Os quadradinhos coloridos sobre um fundo branco foram muito usados na década de 50.



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