Archive for ‘Teoria’

julho 21st, 2011

Sapatilhas: Manual de instruções

by Julia Salgueiro

Você ama um saltão, correto? As baixinhas como eu (e as altinhas também) se sentem poderosas a bordo de um super salto mas, vamos combinar que uma sapatilha sempre cai bem na hora que queremos conforto!?

Pois é. A sapatilha é um item indispensável no guarda-roupa feminino e foi eternizada pela musa Audrey Hepburn desde 1957, quando ela apareceu usando uma sapatilha de balé.

Desde o final da década de 50 elas fazem sucesso e foram muito usadas com leggings, calças capri, calças skinny e saias com cortes retos e ajustados ao corpo.

As opções que encontramos hoje no mercado tem muito mais personalidade, diversos tipos de materiais e modelos.

Saiba que uma sapatilha, por si só, já é um item casual e pode detonar todo seu visual se usada de uma forma que não combine com seu biotipo. Então, tenha cuidado.

Sabia que existem algumas dicas pra tirar proveito das sapatilhas valorizando seu corpo? Pois bem, olha elas aí:

  • Se você tem pernas grossas, os modelos mais indicados são os com lateral mais fechada (1) criando a ilusão de equilíbrio das proporções. As com bico fino (2) também são ideais para dar a ilusão de pernas mais longas.
  • As baixinhas podem apostar em sapatilhas mais cavadas na frente (3) e de cores mais próximas ao tom da calça ou da pele. E atenção com o comprimento da calça: a barra não pode arrastar no chão.
  • Seu pé é grande? Vai nos modelos com biqueira (4).
  • Ficam ótimas com com calça skinny ou boyfriend mas, só para as mais magras.
  • Para alongar a silhueta, use com jeans escuro.
  • As no estilo peep toe (5) dão a impressão de aumentar o tamanho do pé.
  • Quanto às cores e texturas, sapatilhas coloridas (6) ficam melhores em looks neutros e para festas e ocasiões mais formais, prefira as de verniz (6), cetim (7) ou com paetês (8).
  • As calças capri têm o comprimento ideal para deixar as sapatilhas em destaque. A sapatilha baixa também faz bela dupla com calças de comprimento mais longo e, metalizadas, avivam qualquer look básico.
  • Uma boa imagem a ser explorada quando as temperaturas começarem a subir. Sapatilhas com short curtinho.

Audrey Hepburn ainda era uma  jovem estrela do cinema quando popularizou o sapato de balé da marca Capézio em 1957. Do palco para as ruas, a transição do uso das sapatilhas havia acontecido na década anterior.

A lição que Audrey Hepburn aprendeu com seu estilista favorito, o francês Givenchy, foi que a simplicidade é a essência de uma moda atemporal. Ou seja, clássica.

As sapatilhas então, são uma revisão das do balé clássico. A biqueira quadrada é uma adaptação dos sapatos de baile do início do século XIX. Reintroduzidas à moda graças ao estilista Marc Jacobs epor serem um clássico, entra estação, sai estação, elas continuam sempre em alta e elegantes.

Uma curiosidade: as “zapatillas” dos toureiros espanhóis têm laços ao estilo das “bailarinas“.

julho 1st, 2011

Modo de usar: Chapéus

by Julia Salgueiro

Chapéus são acessórios clássicos tanto para mulheres quanto para homens e, ao longo da história se mostraram como símbolo de elegância e até status social.

A palavra chapéu vem do latim “cappa” que significa “peça usada para cobrir a cabeça“.

No Antigo Egito, Babilônia e Grécia, eles mas se pareciam com faixas com o objetivo de prender os cabelos. Algo semelhante aos turbantes. Também era usadas tiaras e cordas finas com esse mesma finalidade. A faixa colocada em torno da copa na atualidade tem referência nesses primeiros adornos usados na cabeça.

O primeiro chapéu mais parecido com o que conhecemos hoje foi o Pétaso. Tinha copa baixa, abas largas e era usado pelos gregos durante suas viagens como forma de proteção. Seu uso perdurou por toda a Idade Média.

Pétaso e Bonnet Rouge

Na Antiga Roma os escravos recém libertos usavam uma espécie de gorro em forma de cone com a ponta caída paara o lado (mais ou menos como o gorro do Papai Noel) como sinal de sua liberdade. Esse modelo foi revivido na Revolução Francesa e chamado de “Bonnet Rouge” se tornando o símbolo do partido republicano.

Depois da Revolução Francesa foram adquirindo formatos diferenciados e ricos adornos. Até hoje os chapéus guardam algumas influências dos antigos.

No inverno ou no verão, dos mais sofisticados aos mais simples, eles dão charme e, quando usados como centro das atenções de um look, podem fazer toda a diferença.

A dica é “menos é mais“. Apostar em peças simples e deixar o chapéu como centro das atenções.

Ao escolher seu preferido, leve em conta seu biotipo e formato de rosto. Rosto pequeno pede chapéus menores e mais discretos com a copa (parte do chapéu que vai desde o encaixe da cabeça até o topo dele) e aba proporcionais. Quem tem rosto mais largo e quadrado pode escolher chapéus maiores e com copa média ou baixa.

Apesar do nome, ele é fabricado no Equador, em Cuenca e Montecristi. Suas características principais são a cor clara e o material do qual é feito: palha de uma planta chamada Carludovica Palmata, originária do Equador e países vizinhos.
Pode vir em diversos formatos e a diferença entre o esportivo e o clássico está na cor da fita que o decora. A de cor clara o torna esportivo e a mais escura, clássico.
Perfeito para ser usado nos dias quentes por serem leves, dão ar despojado nas produções. Mulheres também tem aderido a esse acessório sempre abusando da feminilidade no restante do look.

Fabricado em feltro ou pele de coelho, é também conhecido como Borsalino e tem o mesmo formato do Panamá. Surgiu por volta do século XX e teve bastante sucesso por conta de seu uso por atores nos filmes de Hollywood nos anos 40.
É o modelo atual e perfeito pra quem quer dar um toque fashion na produção. Pode ser usado de dia e de noite e fica ótimo até para quem tem rosto mais redondo. Use não muito arrumadinho.

Semelhante ao Fedora, tornou-se popular por ser muito usado entre músicos de Jazz e Soul além de ser o preferido das celebridades hollywoodianas. Seu estilo lembra também o Panamá só que com abas mais estreitas. Ficam muito bem em quem tem rosto mais fino.

Os primeiros a usarem foram os escoceses e bascos mas elas se tornaram símbolo militar quando caçadores alpinos franceses resolveram usar boina azul escura, em 1889, como parte do uniforme. Nos anos 60 foram adotados pelos Panteras Negras como símbolo do partido que tinha como finalidade original, patrulhar guetos negros protegendo de atitudes brutais da polícia. Por ser bem diferente, dão toque alternativo no visual.

Usado pro homens e mulheres, fica bem em quase todos os tipos de rosto. É mais usado por quem opta por looks mais esportivos e é bastante popular entre os mais jovens. Deve ser usado em ocasiões casuais.

É um chapéu feminino com cara de verão. Levinho e com abas largas e molengas, dão ar despretencioso ao look. Ficam ótimos em mulheres de rosto mais fino e podem ser usados com vestidos mais leves e esvoaçantes.


Seu formato lembra um sino (daí seu nome que vem do francês) e ele foi muito popular na década de 20 e no período pós Primeira Guerra. A copa praticamente se confunde com a aba. Esse modelo extremamente feminino e delicado é arrematado com fitas e detalhes em laços que completam sua estrutura.

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maio 26th, 2011

Uma breve história do jeans

by Julia Salgueiro

Tudo começou em Nimes, na França (1872) quando o tecido foi fabricado pela primeira vez. Mas foi em Maryland, na Nova Inglaterra em 1793 que o uso pela indústria têxtil deste algodão sarjado batizado de Denim se popularizou.

O dia 20 de maio foi escolhido como uma espécie de data de aniversário do jeans, pois foi exatamente neste dia, no ano de 1873 foi liberada a patente da primeira peça produzida com esse material: uma calça.

A calça jeans foi criada em 1853, pela dupla Levis Strauss e Jacob Davis, para ser resistente e ser usada por trabalhadores de minas americanas porque os homens necessitavam de roupas com um tecido que não se rasgasse ou se desgastasse facilmente. O jeans é durável e não merece grandes cuidados e, exatamente por isso era perfeito para ser destinado a roupas de trabalho.

Do ponto de vista técnico, o Denim nasceu da fusão de um tecido de sarja de algodão e um corante, azul índigo. Ed Cray descreve em seu livro o seguinte: “…os fios da trama são submetidos a dois tipos de tratamento. Apenas um deles é tingido e o outro mantém seu tom original.

O imigrante alemão Strauss e seu sócio Jacob Davis (alfaiate da Califórnia) confeccionaram então a primeira calça jeans com acabamento em rebites que reforçavam a costura.

Mineradores americanos

O modelo criado por eles fez tanto sucesso entre os mineradores que eles incorporaram a peça como uniforme.

Só depois de muito tempo e do aprimoramento das técnicas de fabricação quando o jeans começou a ser lavado com pedras antes de ir para as lojas, ele começou a ficar mais macio.

O tecido marrom usado na fabricação das peças vinha de Maryland e, primeiramente, era utilizado para cobrir carroças. Quando as vendas do tecido começaram a cair, passou-se a usá-lo na fabricação das calças com três bolsos que se prendiam com tiras. Em 1910 elas passaram a ter bolsos traseiros.

Itália, 1922

As calças passarem a  vendidas em larga escala, ele se tornaram um item revolucionário que mudou toda a forma de vestir das pessoas. Já na cor índigo (que na verdade é verde e, com o tempo e a luz, ainda na tecelagem, vai se transformando em azul), ele passou a vestir não só os mineradores, mas também virou sucesso em agricultores, ferroviários e vaqueiros americanos. Posteriormente também foi usado pelos hippies como símbolo de rebeldia contra as roupas convencionais.

Hippies

A Levi Strauss & Co. dominava o mercado do sul dos EUA enquanto Blue Bell / Wrangler ficava com o norte e H.D. Lee Inc com o meio oeste.

O jeans, é uma moda que veio do povo, nascida não pelas mãos de um estilista, mas popularizada pelo uso e aceitação pelas pessoas. (Entenda como nasce uma moda clicando aqui)

O jeans é um fenômeno singular e se tornou um clássico não só para homens como também para mulheres (veja alguns clássicos do guarda roupas feminino aqui).

É usado em todos os continentes, por trabalhadores do campo e da cidade, adotado por ricos e por pobres e até hoje conserva as características das primeiras peças produzidas no mundo.

Ídolos na música como Elvis Presley e do cinema como Marlon Brando e James Dean, fizeram a ponte entre o jeans e à liberdade e rebeldia de toda uma geração. Até hoje o modelo clássico 501 da Levi Strauss com rebites e botão de metal inspiram marcas em todo o mundo.

Elvis Presley, Marlon Brando e James Dean

O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein. A princípio o jeans não foi bem aceito pelos costureiros que decretaram que em pouco tempo os homens estariam usando saias ou se vestindo como astronautas. Nada disso aconteceu. A medida que a modelagem foi evoluindo, as possibilidades de melhora no tecido foram surgindo e a indústria da moda se abriu às várias tendência de estilo, o jeans foi incorporando o conceito de democracia e versatilidade no modo de vestir.

A indústria da moda aderiu criando etiquetas de luxo para explorar esse nicho de mercado. Hoje temos peças com modelagens elaboradas, vários tipos de acabamento e lavagens e não são só calças. O jeans serve de matéria prima pra muitas outras peças do guarda roupas incluindo até lavagens ecologicamente corretas com redução na quantidade de água utilizada (uma calça jeans básica gasta cerca de 11 mil litros de água ao longo de todo o processo de fabricação, segundo a ONG Water Footprint Network. Isso é equivalente à capacidade de um caminhão-pipa.).

Em 2008 foi leiloado pelo eBay o jeans mais caro do mundo, arrematado pela bagatela de US$ 36.099,00. Foi uma calça Levi’s modelo 201 feita na década de 1890 e encontrada dentro de uma mina no deserto de Mojave na Califórnia.

Jeans leiloado pelo eBay

Num estado de conservação muito bom, levando-se em consideração seus mais de 100 anos, ela se manteve quase intacta porque, além de estar coberta de parafina (das velas usadas para iluminar o ambiente) ela estava dentro de uma bolsa.

Fontes: Dicionário da Moda, Marco Sabino; Google Cronograma

maio 19th, 2011

O que é Color Blocking?

by Julia Salgueiro

O Color blocking (“bloco de cores”) não é um conceito novo. É uma montagem em que, num mesmo look, tons e cores são misturados.

Para entender, vamos olhar um pouco para as artes plásticas. Lembram do quadro Composição de Mondrian? Linhas verticais e horizontais, cores primárias e contrastantes. Pois bem. É essa a ideia. Não necessáriamente com cores contrastantes. Também é possível brincar com o tom sobre tom.

Quadro “Composição” de Mondrian

Inspirou Yves Saint Laurent nos anos 60 e muitos outros depois dele.

A Gucci foi a responsável por trazer de volta esse conceito para as passarelas atuais. Vogue e Elle já vem difundindo a tendência há algum tempo. Desde 2009 esse conceito aparece nas coleções de inverno e verão. Baleciaga, Lacoste e Marc Jacobs já exploraram bem a tendência.

Como combinar essas cores é essencial e pra isso é preciso entender um pouco da Teoria das cores. Você pode brincar com cores opostas ou análogas. Sabe o que é isso? Vamos lá.

Este é o Círculo cromático. Não vamos aprofundar nessa teoria nem em como as cores combinadas formam outras cores (exist

em alguns livros sobre o assunto que você pode consultar). O importante é entender como usar pra fazer suas combinações.

As cores diretamente opostas no círculo cromático são chamadas Cores Complementares. São as cores que mais contrastam entre si, sendo assim, se queremos realçar o amarelo, devemos colocar junto dele o roxo.

Cores complementares

As cores adjacentes no círculo cromático são denominadas Cores Análogas. São aquelas que estão lado a lado no círculo cromático, apresentam uma mesma cor em sua composição e por isso são pouco contrastantes. Transmitem sensação de uniformidade e são consideradas elegantes. Uma dica é combiná-las com uma cor complementar.

Cores Análogas

Quer um visual vibrante? Tente vermelho e verde ou laranja e azul (cores opostas).
Quer um visual comportado? Invista no vermelho e laranja ou violeta e rosa (cores análogas).

Você acha a ideia de misturar as cores legal mas ainda ter receio em se jogar na brincadeira? Invista numa calça colorida ou uma sainha em tom vibrante com uma t-shirt básica. Pra não correr risco, dê uma olhada nas combinações de cores nos editorias e adapte ao seu perfil. Misturar as cores sem conhecer muito pode ser um desastre.

Mais dicas:

  • Prefira escolher uma cor vibrante ou forte e um tom mais fechado para contrastar com a cor em destaque.
  • Para o dia, prefira tecidos opacos. De noite pode abusar dos cetins e tecidos com mais brilho como o tafetá e a seda.
  • No caso dos acessórios, faixas, sapatos bolsas, podem entrar na combinação com o resto das peças.
  • Algumas peças clássicas mais sóbrias equilibram o look pra que ele fique na medida certa.
  • Em ocasiões muito formais, cuidado pra não exagerar.
  • Lembre-se também que um fundo preto fica bem legal para dar destaque a uma cor mais viva. Invista em calça preta e meia calça para dar destaque ainda maior às cores.
  • Na dúvida, existem peças inteiras já em Color Blocking.
maio 4th, 2011

Você sabia? Xadrez

by Julia Salgueiro

O xadrez é uma padronagem das mais clássicas e tem cara de inverno.

Você sabia que o xadrez tem suas variações e, pra cada uma dela há um nome?

Argilé, Buffalo e Burberry

Argilé: É o xadrez com padrão apartir de losangos transpassado por listras geralmente em cores contrastantes.

Buffalo: Também conhecida como Buffalo Plaid, é uma forma mais simples de xadrez com apenas duas cores e listras mais grossas. É típicamente americana e considerada a estampa dos lenhadores. Diz a lenda que, recebeu este nome porque os índios trocavam couro de búfalo por esse tecido. Parece ter origem remota no tartan escocês do clã MacGregor (vermelho e preto).

Burberry: É um padrão clássico da grife que o vatiza. Fundo rosado com linhas em branco, preto e vermelho.

Grunge, Madras e Old England

Grunge: Listras largas combinadas com listras mais finas ganhou popularidade a partir dos anos 80 e se consolidou nos anos 90.

Madras: Xadrez de fio tinto que é formado na tecelagem.

Old england: Tradicional da antiga Inglaterra, sua padronagem lembra a do Tartan (veja mais abaixo).

Pied-de-coq, Pied-de-poule e Prince of Wales

Pied-de-coq: A estampa bicolor é maior e lembra a pegada de um galo. Daí seu nome (Piede-de-coq: “Pé de galo”)

Pied-de-poule: Do francês, “Pé de galinha”. A diferença para o pied-de-coq está no tamanho. Ele é miúdo.

Prince of Wales: Em tons neutros e complementares, ele é discreto e sóbrio.

Tartan Escocês e Vichy

Tartan Escocês: Originário das padronagens utilizadas pelos clãs escoceses sendo, gada tipo de padrão, referente a um clã, distinguindo uns dos outros (Olha aí o papel social da moda!).

Vichy: Os quadradinhos coloridos sobre um fundo branco foram muito usados na década de 50.

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março 17th, 2011

IT-Shirts RRosner

by Julia Salgueiro

Quando estive no Casa de Criadores, um dos profissionais que mais me chamou atenção foi o Rodrigo Rosner. Ele apareceu no evento hype que lança novos talentos no mercado e hoje já tem um trabalho mais que consolidado.

Na passarela, seus looks são bem “festa” mas agora ele resolveu diversificar o repertório da sua marca, RRosner, com uma linha de camisetas femininas chiques, descoladas e em edição limitada (inclusive são numeradas!).

Rodrigo conta que o projeto é uma parceria dele com a Sabu Cortini.

As clientes que vinham ao atelier fazer vestidos, pediam peças para usar em ocasiões menos formais, mas que tivessem as mesmas características das peças da coleção que apresento na Casa de Criadores. Daí as camisetas serem trabalhadas com os mesmos bordados, detalhes e estampas! Trata-se da inspiração da coleção transportada para uma peça mais “fácil”!

E cada modelo tem o nome de uma top da Way Model que aparece nas fotos vestindo o modelo batizado com seu nome! Achei muito legal.

Veja as fotos:

As fotos são de Debby Gram com make de Cris Biato, jóais do designer Mario Pantalena e styling do próprio Rodrigo Rosner.

A malha usada é da Santaconstância, patrocinadora habitual dos desfiles da RRosner. É o exclusivo tecido Pele de Ovo® Sta. Sua construção envolve fios de MODAL com fios de elatano LYCRA®. A malha não amassa, é leve, flúida e além de tudo é sustentável pois consome menos água na hora da lavagem.

Mais sobre o material:

A fibra MODAL é obtida a partir da celulose e polpa da faia, conhecida como a mãe da floresta por ser resistente a pestes e se multiplicar naturalmente, não exigindo plantação ou irrigação artificial – uma produção de princípios totalmente botânicos. Uma matéria prima natural e biodegradável que proporciona tecidos macios, confortáveis e ecologicamente aliados com as exigências de nosso momento atual.

A Santaconstância utiliza o MODAL da Lenzing, uma empresa internacionalmente reconhecida pelo gerenciamento impecável de seu processo produtivo e pela obtenção sustentável de suas fibras.

fevereiro 16th, 2011

A morte das tendências

by Julia Salgueiro

Foto: Richard Avedon

As tendências morreram! Morreram e foram enterradas há algumas estações. Será verdade?

Acabam as semanas de moda e você já está louco pra saber o que vai ser tendência, o que deve se vestir na próxima estação.

A verdade é que elas estão diluídas pelos vários estilos de vida, gostos e perfis pessoais que andam influenciando muito mais do que um único caminho a ser seguido. Existe uma liberdade no ar já há algum tempo. Você percebeu?

Hoje ninguém mais quer ser clone de ninguém. Há uma individualidade inerente e que grita a todo o momento dizendo: “não sou igual a você!”. E aí passamos a ver o aparecimento de “tendências” em peças customizadas, uma onda retrô, pessoas interessadas em entender como fazer, misturar e criar um estilo próprio (ok, o termo é já está banalizado, mas você entendeu o que eu quis dizer).

Nossa moda tem sido ‘invadida’ por nossa sociedade e por nossa cultura, e essa invasão tem solapado e transformado a moda de tal forma que hoje não há mais moda ‘per se’, e, de um modo mais preciso, pode-se dizer que há um retorno à condição do estilo, mas com um novo enfoque, no individual em detrimento do grupo, da tribo. (Ted Polhemus)

O que se fala hoje é mais sobre a estética, o senso comum, o gosto que se destaca do que propriamente de tendência. É aquilo que se vê nas ruas, é aquilo que o inconsciente coletivo acaba criando e replicando por aí.

Foto: Richard Avedon

Costumo brincar que esses novos ares parecem se dividir entre “antes de Lady Gaga” e “depois de Lady Gaga”. E não é porque eu sou fã, mas parece que depois desta mulher aparecer, todo mundo se sentiu mais livre pra brincar, criar e se divertir com a sua própria imagem. Na verdade, desde a década de 1990, pode tudo. É o conhecido “supermercado de estilos” de Ted Polhemus onde os estilos eram como produtos numa prateleira de supermercado: cada indivíduo escolhia o seu e misturava da maneira que desejasse. Ele previa que as escolhas em termos de vestir eram comparadas aos estilos musicais e seriam facilmente identificadas como as “tribos urbanas”. Só que ninguém é identificado com apenas um estilo. As misturas acabaram criando outros “estilos” originais e individuais.

E há muito tempo não se faz mais “moda” nas semanas de moda. O que eu observo é que acontece apenas um “start”, um pontapé inicial e o resto quem faz são as pessoas. Até porque, convenhamos, seria muito impositivo e pretensioso da parte dos criadores desejarem “ditar uma única moda”.

Com a informação e os desejos do mundo moderno, as pessoas saem às ruas não para comprar roupas ou calçados, mas para comprar estilo de vida e atitude. Elas querem decifrar de que maneira aqueles produtos podem estar relacionados à sua vida. Para isso, as marcas não podem mais meramente vender objetos. Elas precisam se reinventar e oferecer relacionamentos. (Giovanni Sartori)

Foto: Monica Menez

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Mas a tendência morreu mesmo?

Claro que o mercado de matérias primas meio que determina o que vai estar disponível para ser usado nas coleções, mas é quase como comparar às safras de alimentos. Você sabe que existem “frutas da estação”. O mesmo acontece com os materiais disponíveis no mercado, seu valor de custo e por aí vai. Existe um mercado enorme por trás da roupa que você vê pendurada no cabide que poucos têm idéia. E esse mercado está “apenas” entre os maiores mercado que movimentam dinheiro no mundo segundo dados da ABIT (2011). Seria burrice ignorá-lo.

A “novidade” é que tudo, além de meio camuflado, está misturado com esse mundo louco über-globalizado em que vivemos onde distâncias, limites, tempo, praticamente inexistem por conta da velocidade dos meios de comunicação. Não há mais a informação bilateral. Tudo é macro, tudo é permitido, todos podem opinar sobre seus gostos e usar o que desejam (vide os blogs de moda).

Se olharmos lá pra trás na história, veremos os códigos de vestir, o pertencer. Isso foi mudando ao longo do tempo quando o indivíduo passou a se ver como único. A cada década isso evoluía. Não foi um movimento repentino.

Em tempos de “nada se cria, tudo se copia” (e esses tempos não são novos), quebrar regras parece que é a nova “tendência”.

E se as tendências morressem, como a moda sobreviveria? Acho apenas que elas mudaram de padrão, de nome e se reinventou para se adaptar aos novos tempos. Sem elas, continuaríamos em busca de inspiração para nosso “estilo próprio” e, de onde quer que ela venha, ela sempre vai existir porque, sem ela, a moda não existe e vice versa.

Fotos: Richard Avedon (caveiras) e Monica Menez (piscina)

novembro 2nd, 2010

Símbolos nas etiquetas de roupas

by Julia Salgueiro

camisa9.jpg

Atendendo aos pedidos, depois da tabela de conversão de medidas, vamos aos símbolos nas etiquetas de roupas.

Entenda os Símbolos das Etiquetas das Roupas e faça suas roupas durarem mais, confira:

Norma NBR ISO nº 3758/2006

etiqueta-padrao-inmetro.jpg

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Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis na lavagem

A tina simboliza o tratamento doméstico de lavagem pelo processo manual ou mecânico. Ela é usada para transmitir informações referentes à temperatura máxima de lavagem, bem como os demais processos de lavagem, como mostrado na tabela abaixo:

Símbolo Processo de Lavagem
- temperatura máxima de lavagem 95ºC
– processo normal
- temperatura máxima de lavagem 95ºC
– processo suave
- temperatura máxima de lavagem 70ºC
– processo normal
- temperatura máxima de lavagem 60ºC
– processo normal
- temperatura máxima de lavagem 60ºC
– processo suave
- temperatura máxima de lavagem 50ºC
– processo normal
- temperatura máxima de lavagem 50ºC
– processo suave
- somente a mão
– temperatura máxima 40ºC
Símbolo Processo de Lavagem
- temperatura máxima de lavagem 40ºC
– processo normal
- temperatura máxima de lavagem 40ºC
– processo suave
- temperatura máxima de lavagem 40ºC
– processo muito suave
- temperatura máxima de lavagem 30ºC
– processo normal
- temperatura máxima de lavagem 30ºC
– processo suave
- temperatura máxima de lavagem 30ºC
– processo muito suave
- não lavar

Símbolo

Processo de Lavagem

- temperatura máxima de lavagem 95ºC
– processo normal

- temperatura máxima de lavagem 95ºC
– processo suave

- temperatura máxima de lavagem 70ºC
– processo normal

- temperatura máxima de lavagem 60ºC
– processo normal

- temperatura máxima de lavagem 60ºC
– processo suave

- temperatura máxima de lavagem 50ºC
– processo normal

- temperatura máxima de lavagem 50ºC
– processo suave

- somente a mão
– temperatura máxima 40ºC

Símbolo

Processo de Lavagem

- temperatura máxima de lavagem 40ºC
– processo normal

- temperatura máxima de lavagem 40ºC
– processo suave

- temperatura máxima de lavagem 40ºC
– processo muito suave

- temperatura máxima de lavagem 30ºC
– processo normal

- temperatura máxima de lavagem 30ºC
– processo suave

- temperatura máxima de lavagem 30ºC
– processo muito suave

- não lavar

Símbolo

Processo de alvejamento

- é permitido qualquer agente de alvejamento oxidante

- não alvejar/não branquear

Símbolo

Processo de alvejamento

- permitido alvejamento somente com oxigênio/não usar alvejante clorado

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Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis, referentes ao alvejamento

O triângulo simboliza o processo de alvejamento, como mostrado abaixo:

Símbolo Processo de alvejamento
- é permitido qualquer agente de alvejamento oxidante
- não alvejar/não branquear
Símbolo Processo de alvejamento
- permitido alvejamento somente com oxigênio/não usar alvejante clorado

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Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis, referentes à secagem em tambor

O círculo em um quadrado representa o tambor de secagem utilizado depois da lavagem. A temperatura máxima é indicada por um ou dois pontos colocados dentro do símbolo, como mostra a tabela abaixo:

Símbolo Processo de secagem em tambor
- secagem em tambor
– temperatura normal
- a secagem em tambor é possível
– secagem a baixa temperatura
Símbolo Processo de secagem em tambor
- não secar em tambor

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Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis, referentes à secagem natural

A simbologia mostrada abaixo, significa secagem natural. O quadrado com três linhas verticais em seu interior representa a secagem por gotejamento, onde o artigo têxtil é pendurado molhado, podendo ou não ser estendido ou alisado, em ambiente externo ou interno, após a extração do excesso de água.

Símbolo Processo de secagem natural
- secagem em varal
- secagem por gotejamento
Símbolo Processo de secagem natural
- secagem na horizontal
- secagem à sombra

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Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis, referentes à passadoria

O ferro simboliza a passadoria a ferro doméstico e o processo de prensagem, com ou sem vapor, a temperatura máxima é indicada por um, dois ou três pontos inseridos dentro do símbolo, como mostra a tabela abaixo:

Símbolo Processo de passadoria
- temperatura máxima da base do ferro de passar a 200ºC
- temperatura máxima da base do ferro a 150ºC
Símbolo Processo de passadoria
- temperatura máxima da base do ferro a 110ºC vapor pode causar danos irreversíveis
- não passar

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Símbolos de cuidados para conservação de artigos têxteis, referentes à limpeza profissional

O círculo simboliza a limpeza a seco e os processos de limpeza a úmido para artigos têxteis (excluindo o couro genuíno e peles), executados por profissionais. Fornece informações relativas a diferentes processos de limpeza estão descritos na tabela abaixo. O uso do símbolo de limpeza a úmido deve ser opcional.

Símbolo Processo de limpeza profissional
- limpeza a seco profissional em tetracloroetileno e todos os solventes listados para o símbolo F
– processo normal
- limpeza a seco profissional em tetracloroetileno e todos os solventes listados para o símbolo F
– processo suave
- limpeza a úmido profissional
– processo normal
- limpeza a úmido profissional
– processo suave
- limpeza a úmido profissional
– processo muito suave
Símbolo Processo de limpeza profissional
- limpeza a seco profissional de processo normal com hidrocarboneto (temperatura de destilação entre 150°C e 210°C, ponto de fulgor entre 38°C e 70°C)
– processo normal
- limpeza a seco profissional de processo suave com hidrocarboneto (temperatura de destilação entre 150°C e 210°C, ponto de fulgor entre 38°C e 70°C)
– processo suave
- não limpar a seco

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Para baixar o arquivo pdf completo com as normas para etiquetas de roupas, clique aqui.

Fonte: ABNT

setembro 28th, 2010

Você sabia? Liberty, a estampa de florzinhas

by Julia Salgueiro

No verão 2011, veremos muitas estampas florais muídas para mulheres e (porque não?), para homens. Mas, você faz idéia porque a estamparia de flores miúdas se chama Liberty?

liberty01.jpg

Criada por Arthur Lasenby Liberty, em 1875, na Inglaterra, recebeu esse nome numa referência à Liberty of London, marca criada por Arthur.

A princípio, as flores miúdas eram estampadas em seda, algodão e cashmere de forma artesanal e comercializadas na sua loja, East India House.

Arthur nasceu no ano de 1843 em Chesham e mudou-se para Londres em 1961. Em 1974, como comerciante e dono de uma loja na Roger Street, ele vendia artigos de porcelana, leques e sedas orientas, na sua maioria, estampadas com flores.

liberty02.jpg

Após a expansão, que incluiu um departamento de roupas na loja (1884) e uma sucursal em Paris (1894), na virada do século XIX e XX, mais tecidos e padrões foram desenvolvidos pela firma, em sintonia com a época e o movimento da Art Nouveau. As principais características deste movimento são as formas orgânicas, as referências à natureza e a valorização do trabalho artesanal.

As estampas florais dos Liberty Art Fabrics eram inspiradas nos florais do Oriente, jardins ingleses e outros motivos que acabaram agradando o estilista Paul Poiret que, em 1900 começou a usá-los nas suas criações. Jean Cacharel e Yves Saint Laurent também usaram as flores entre os anos 60 e 70, adaptando à moda fluida proposta na época.

Desde então, a estampa é caracterizada pelas flores miúdas e repetidas infinitamente, remetendo as ares campestres e se tornou um clássico da moda.

agosto 28th, 2010

Tabelas de conversão de tamanho de vestuário e calçados

by Julia Salgueiro

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As medidas abaixo servem apenas como referência. Pois cada marca adota um padrão específico gerando sempre algumas diferenças. Logo, experimente sempre.

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ROUPAS INFANTIS

Brasil 2 4 6 8 10 12 14 16+
EUA 2-3 4-5 6-7 8-9 10 12 14 16
Europa 2-3 4-5 6-7 8-9 10-11 12 14 14+

.

CALÇADOS INFANTIS

Brasil 24-25 26-27 28 29 30 31 32 33
EUA 10½ 11½ 12½ 13½
Europa 24 25½ 27 28 29 30 32 33

.

VESTIDOS, SAIAS E CASACOS FEMININOS

Brasil 38 40 42 44 46 48 50 -
EUA 4 6 8 10 12 14 16 18
Europa 38 40 43 44 46 48 50 52

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BLUSAS E MALHAS FEMININAS

Brasil 38 40 42 44 46 48 50
EUA 6 8 10 12 14 16 18
Europa 40 42 44 46 48 50 52

.

CALÇADOS FEMININOS

Brasil 34 35 36 37 38 39 40
EUA 5,5 6,5 7,5 8,5 9 10 10
Europa 36 37,5 38,5 39,5 40,5 41,5 42
Inglaterra 3,5 4,5 5,5 6,5 7 8 9

.

TERNOS MASCULINOS

Brasil - 46 - 48 - 50 52 54
EUA 34 36 38 40 42 44 46 48
Europa 44 46 48 50 52 54 56 58

.

CAMISAS MASCULINAS

Brasil 35 37 39 40 41 42 43 44
EUA 14 15 15½ 16 16½ 17 17½ 18
Europa 36 38 39 41 42 43 44 45

.

CALÇADOS MASCULINOS

Brasil 39 40 41 42 43 44 45 46
EUA 8 9 10½ 11½ 12½ 13 13½
Europa 41 42 43 44 45 46½ 48 48½

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CALÇAS JEANS

As calças nos Estados Unidos usam duas medidas, a da cintura (waist) e do comprimento (inseam). Essa medida é em polegadas (inches). É legal medir a sua cintura e o comprimento das suas pernas. 1 inches = 2.54 centímetros.

Tabela de conversão de calças jeans (FEMININO)

Size Waist (cm) Waist (inches)
00 60 23
0-2 62,5 – 65 24½ – 25½
4-6 67,5 – 70 26½ – 27½
8-10 72,5 – 75 28½ – 29½
12-14 79 – 82,5 31 – 32½
16 86,5 34
18 91,5 36

Tabela de conversão de calças jeans (MASCULINO)

Size Waist (cm) Waist (inches)
28 71 28
29 73,5 29
30 76 30
31 78,5 31
32 81 32
33 83,5 33
34 86 34
35 88,5 35
36 91 36
38 96 38
40 101 40
42 106 42

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Fonte: Vamos viajar

julho 9th, 2010

Muito além do terno e da gravata

by Julia Salgueiro

Está chegando a época de eleições e logo logo vamos ter um “desfile” dos mais variados tipos de políticos. Daqueles que nos fazem rir e nos perguntar se aquela criatura tem alguma noção e sanidade até aqueles que contam com toda uma equipe por trás deles cuidando de sua imagem pessoal. E é certo que, quem trabalha bem sua imagem pessoal, não só na política, pode ter mais chances de conseguir um lugar ao sol. Isso é um fato e não sou eu que estou dizendo.

Estudos indicam que só 7% da comunicação é assimilada através de conceitos simples, sendo que mais de 90% é recebida através da comunicação não-verbal“, afirma Aiuola Pérez, diretor do centro espanhol Habla y Disfruta Formación y Comunicación. Ou seja, a comunicação não verbal inclui os gestos e as roupas. É por isso que, dependendo da imagem que uma pessoa passa, podemos sentir repulsa ou interesse por ela.

E cada vez mais, as pessoas (e, claro que os políticos se aproveitam disso) estão atentas a essa linguagem não-verbal que não é nenhuma novidade pra quem estuda psicologia, comunicação e moda. Acredite, elas estão intimamente ligadas.

Não adianta de nada ter uma boa argumentação, boas idéias e propostas se não tiver uma boa apresentação. O contrário também parece não funcionar muito bem. E cada dia mais assessores de comunicação estão trabalhando junto aos políticos para, desta forma, aliar os dois trunfos (boa imagem e boa argumentação) com o mínimo de falha possível.

A estética passou a ter uma grande relevância nas eleições, já que “há gente que vota por identificação com o político, sua forma de vestir ou se comportar, e a imagem influi nisso“, adverte Yuri Morejón, diretor da Yescom Consulting.

E às mulheres, que entraram na política bem depois do homens, cabe uma tarefa bem mais complicada. Elas não vestem gravatas e ternos. Existe muito mais coisas envolvidas e até um acessório ou uma maquiagem mal elaborada pode gerar propaganda contra.

Além disso, saber escolher bem as cores, pode nos permitir saber que mensagem e que atitude quer passar determinado político. Normalmente, “o partido no poder costuma vestir cores mais conciliadoras e promissoras, como são azul, laranja, bege ou verdes claros, enquanto os da oposição costumam levar cores mais agressivas como o vermelho“, explica o especialista em comunicação Aiuola Pérez.

As cores, têm simbolismos e, embora muitas vezes passem despercebidas, nos afeta intimamente. Entre as cores que tem maior expressão encontramos o vermelho que “é marca de força, energia, violência e paixão; o verde, pelo contrário, simboliza a esperança, e o amarelo, a alegria. O azul representa a harmonia, a atitude conciliadora e é um dos mais utilizados entre os políticos junto ao vermelho“, informa Pérez.

Garanto que, a partir de agora, você vai olhar os horários políticos com outros olhos.

Fonte: Efe

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abril 13th, 2010

Livro sobre a vida de McQueen

by Julia Salgueiro

Três meses após suicídio, o primeiro livro sobre a vida de Alexander Mcqueen, estará a venda a partir do dia 07 de maio, por enquanto apenas no exterior. Intitulado “Alexander McQueen, Genius of a Generation” o livro de 128 páginas da jornalista Kristin Knox conta a história da vida de McQueen, desde uma infância pobre até o seu final fabuloso, porém inacabado.

Ainda em tributo ao estilista, a revista L’Officiel francesa dedicou uma edição inteira a vida de McQueen. A publicação de 153 páginas conta com 1000 imagens e relatos de seus dias como couturier em Givenchy até a apresentação da sua coleção masculina em janeiro. Será que a L´Officiel Brasil também vai publicar por aqui?

Fonte: Modalogia

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abril 12th, 2010

Organizando o guarda roupas

by Julia Salgueiro

Quantas vezes você já não se deparou com seu armário lá cheião e sem saber o que usar? Ou a organização não é das melhores e você simplesmente não consegue achar aqueeeeela roupa que você quer pra sair.

Vamos começar a facilitar sua vida?

Com dica de algumas consultoras de estilo, vai ficar facinho. É só seguir os passos.

1. Se uma peça está parada há mais de seis meses no guarda roupas (exceto aquelas com valor sentimental ou relíquias de família), você não voltará a usá-la. Hora da faxina e do desapego! Com muita disposição, separe as peças que você não usa mais. Roupas pequenas, rasgadas e manchadas pra fora! A consultora de estilo Kika Aidar diz que é importante considerar seu estilo de vida e as atividades que fazem parte do seu dia a dia na hora de manter, ou não, algo no closet.

2. Os clássicos, básicos e que valorizam a sua silhueta devem ter lugar garantido no seu closet. Essas peças com bom corte, caimento e de boa qualidade tê prioridade. Se pintar uma dúvida a consultora de estilo Cris Gabrielli dá a dica: “Mantenha a peça guardada onde você não a veja. Se após vários meses voc~e não lembrar dela, passe adiante“.

3. Depois de reduzir o volume das peças, hora de organizar o que ficou. Padronize seus cabides. Nunca pendure malhas, cemisetas e tricôs para não marcar ou deformar as peças. Organize tudo de forma ordenada por cores e modelos. Quanto aos acessórios, organize-os de forma a mantê-los todos à vista para não acabar usando sempre os mesmos. “Manter seu closet organizado ajuda a montar bons looks” afirma a consultora de estilo Carla Lamarca.

4. Depois de filtrar e organizar, faça uma lista de itens que realmente sente falta nas suas produções. Inclua clássicos que durem por várias estações. Mantenha essa lista sempre por perto. Isso evita as compras por impulso.

5. Pegue tudo que vicê tirou do armário e que não te serve mais e passe adiante seja com doação à instituições de caridade, promovendo uma Swap Party ou levando as peças para um brechó.

Prontinho! Agora você tem um closet organizado e funcional.

abril 9th, 2010

Quem inventou o curvex?

by Julia Salgueiro

Comprei meu 1º Curvex dia desses e fiquei curiosa em saber quem criou a geringonça que mais parece um aparelho de tortura. Já havia usado, ou melhor, já haviam usado em mim mas eu não tinha o meu próprio.

Engraçado como não há nada em português a respeito do assunto. Apenas uns 300 milhões de sites falando de marca “x” ou “y” ou apenas ensinando com mexer na coisa. Será que só existo eu de curiosa no mundo da moda/beleza?

A primeira patente de um “Curvex” que se tem notícia foi registrada em 1929 por Charles Stickel e William McDonnel em Nova York. Após uma revisão de patente em 1931, verificaram que seu verdadeiro inventor foi William Beldure, dono da Kurlash Company que detinha a licença para produzir e aprimorar o Kurlash (ele foi assim chamado) no Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha.

 

Interessante, não? Agora que já sei de onde veio, vamos ao modo de usar e algumas dicas extra.

 

Modo de usar o Curvex:

Abra bem a pinça e centralize próximo à base dos seus cílios.
Aperte suavemente por 10 a 15 segundos e mantenha a mão forme.
Nunca puxe os cílios para evitar o efraquecimento.
Abra a pinça e repita o procedimento até conseguir a ondução desejada.

 

Após o procedimento, passe o rímel como de costume.
Algumas mulheres optam por passar o rímel antes de usar o Curvex mas se você preferir uma aparência mais natural, sem um peso do rímel, você não precisa usá-lo ou então passar uma máscara incolor.

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O método da colher:

Se você acha que não vai conseguir usar um Curvex, pode conseguir um efeito semelhante usando uma colher.
Aplique um pouco de máscara incolor nos cílios para evitar que eles grudem muito e aplique o rímel. Aqueça uma colher em água morna, rapidamente seque com uma toalha limpa, segure a colher pelo cabo e coloque a curva inferior da colher sobre seus cílios, pressionando com o polegar por 10 segundos, de forma a conseguir a ondulação desejada.


Atenção: verifique a temperatura da colher para não se queimar. A colher tem que estar morna e não quente. Repita a operação até conseguir a forma curvada.

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Método dos dedos quentes:

É o mais seguro e mais simples para quem não tem muita habilidade com aparelhos ou água quente.
Comece aplicando uma camada de rímel e use o próprio aplicador para curvar um pouco os cílios. Aplique uma segunda camada e antes que ela seque, esfregue seus dedos polegar e indicador um no outro até que esteja quentes e, em seguida, empurre os cílios para cima usando a ponta do indicador.

Mantenha os dedos contra os cílios por 10 ou 15 segundos. Repita o procedimento até atingir o resultado desejado. Você também pode usar a água morna para aquecer a ponta dos dedos.

Fonte: Wikipedia, youtube e Wild about makeup
Imagens: Reprodução

abril 8th, 2010

Por que filmes te fazem comprar?

by Julia Salgueiro

Quando Sex and the city 2 for lançado em maio, o mundo vai ser bombardeado por Merchandising. E vão aparecer na telona, milhares de coisas que você vai desejar loucamente.

Mesmo com dois meses de antecedência, já se sabe que produtos da Halston Heritage, o perfume da Sarah Jessica Parker lançado pela Coty, as lingeries da Cosabella baseadas no filme e o coquetel rosa Cosmopolitan vão virar febre.

Enquanto isso, uma das empresas responsáveis pela venda de direitos de produtos do filme já começou a fechar contratos para fazer edições especiais de livros, jóias e pacotes de viagem do outro sucesso, “Comer, rezar e amar” (baseado no livro de Elizabeth Gilbert), que será estrelado por nada mais, nada menos que a eterna queridinha da América, Julia Roberts.

O filme, que com certeza não será lançado antes de agosto, já tem praticamente todo o seu Merchandising fechado. Os responsáveis pela comercialização de produtos relacionados ao filme contam que os associaram ao tema da jornada da mulher à sua auto-realização e felicidade. Um prato cheio pra vender, não?

E é o que já começa a acontecer pelos lados de cá com Alice no País das Maravilhas (já lançado no resto do mundo mas só chega nos cinemas brasileiros no fim deste mês). Quantas e quantas “coisinhas de Alice” você já não desejou comprar?

É, meu bem… é o poder do Merchandising bem feito!

E o Merchandising não é simplesmente fazer uma propaganda de um produto dentro de um filme ou novela. É inserir, de forma sutil no contexto da história, sem precisar balançar a caixinha ou dizer o texto “olha como esse produto é maravilhoso!” e provocar desejo nos consumidores.

Bem que podiam aprender a fazer isso sem dar muito na cara nos filmes e novelas não é?

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