Muito além do terno e da gravata

por Julia Salgueiro

Está chegando a época de eleições e logo logo vamos ter um “desfile” dos mais variados tipos de políticos. Daqueles que nos fazem rir e nos perguntar se aquela criatura tem alguma noção e sanidade até aqueles que contam com toda uma equipe por trás deles cuidando de sua imagem pessoal. E é certo que, quem trabalha bem sua imagem pessoal, não só na política, pode ter mais chances de conseguir um lugar ao sol. Isso é um fato e não sou eu que estou dizendo.

Estudos indicam que só 7% da comunicação é assimilada através de conceitos simples, sendo que mais de 90% é recebida através da comunicação não-verbal“, afirma Aiuola Pérez, diretor do centro espanhol Habla y Disfruta Formación y Comunicación. Ou seja, a comunicação não verbal inclui os gestos e as roupas. É por isso que, dependendo da imagem que uma pessoa passa, podemos sentir repulsa ou interesse por ela.

E cada vez mais, as pessoas (e, claro que os políticos se aproveitam disso) estão atentas a essa linguagem não-verbal que não é nenhuma novidade pra quem estuda psicologia, comunicação e moda. Acredite, elas estão intimamente ligadas.

Não adianta de nada ter uma boa argumentação, boas idéias e propostas se não tiver uma boa apresentação. O contrário também parece não funcionar muito bem. E cada dia mais assessores de comunicação estão trabalhando junto aos políticos para, desta forma, aliar os dois trunfos (boa imagem e boa argumentação) com o mínimo de falha possível.

A estética passou a ter uma grande relevância nas eleições, já que “há gente que vota por identificação com o político, sua forma de vestir ou se comportar, e a imagem influi nisso“, adverte Yuri Morejón, diretor da Yescom Consulting.

E às mulheres, que entraram na política bem depois do homens, cabe uma tarefa bem mais complicada. Elas não vestem gravatas e ternos. Existe muito mais coisas envolvidas e até um acessório ou uma maquiagem mal elaborada pode gerar propaganda contra.

Além disso, saber escolher bem as cores, pode nos permitir saber que mensagem e que atitude quer passar determinado político. Normalmente, “o partido no poder costuma vestir cores mais conciliadoras e promissoras, como são azul, laranja, bege ou verdes claros, enquanto os da oposição costumam levar cores mais agressivas como o vermelho“, explica o especialista em comunicação Aiuola Pérez.

As cores, têm simbolismos e, embora muitas vezes passem despercebidas, nos afeta intimamente. Entre as cores que tem maior expressão encontramos o vermelho que “é marca de força, energia, violência e paixão; o verde, pelo contrário, simboliza a esperança, e o amarelo, a alegria. O azul representa a harmonia, a atitude conciliadora e é um dos mais utilizados entre os políticos junto ao vermelho“, informa Pérez.

Garanto que, a partir de agora, você vai olhar os horários políticos com outros olhos.

Fonte: Efe



Related Posts with Thumbnails
Tags:

Leave a Reply