
Como diz minha mãe nasci em defesa dos fracos e oprimidos, hoje eu apareci em prol das minorias, falo porque moro com duas “gatas” de um metro e sessenta que calçam em média número 33, imagine a diversão que é achar um sapato decente nesse tamanho?! Você já ouviu falar em modelos plus size? E em desfile para deficientes?
Donyale Luna e Dorothea Towles Church
Dorothea Towles Church (julho 26, 1922—julho 7, 2006) titulada a primeira modelo negra nas passarelas parisienses desejava atuar, porém foi desencorajada pela ausência de papéis negros na década de 40, então começou a trabalhar como modelo e logo chamou atenção de Christian Dior. Outras como Donyale Luna (primeira modelo na capa da Vogue britânica); Beverly Johnson (nomeada pelo The New York Times como uma das pessoas mais influentes do século XX após sair na capa da Elle francesa em 1975), Veronica Webb, Iman e Emanuela de Paula (Primeira modelo na capa da Vogue Brasil) foram as primeiras modelos negras da história a fazer diferença étnica nas passarelas.
Veronica Webb e Grace Carvalho
Emanuela de Paula e Malana
Recentemente houve a polêmica com as top-models brasileiras Grace Carvalho e Malana (entre outras) sobre as cotas para modelos afro-descendentes na SPFW, independente disso elas desfilaram e desfilam honrando a beleza tipicamente brasileira, nacional e internacionalmente.
Modelos plus size são pessoas envolvidas na modelagem de roupas plus-size, clareou? Não? Plus size significa “mais tamanho”, ou seja, são modelos consideradas acima do peso. Nomes como Jean-Paul Gaultier e John Galliano já utilizaram modelos plus size em alguns de seus desfiles. Dentre esse tipo de modelo os que mais se destacaram foram: Emme Aronson (Primeira a conseguir reconhecimento nos EUA), Velvet D’Amour (Modelo de maior porte no desfile primavera/verão 2007 de Jean-Paul Gaultier) e Crystal Renn (Virou plus size após recuperação de anorexia). Aqui no Brasil já existe até “Fashion weekend” para plus size’s! O evento vai reunir grifes especializadas no tamanho a partir do 44 e ocorre nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2012, em São Paulo.
Emme Aronson e Velvet D’Amour
Não é comum ver um cadeirante desfilando, entretanto esta pratica já é devidamente explorada aqui no Brasil e principalmente na Europa. A modelo britânica e perfeita aos meus olhos Kelly Knox, diz: “Em meu lar não utilizamos a palavra deficiência. Não me sinto com deficiência, mas a sociedade vai me rotular como portadora de deficiência”, Kelly foi vencedora do Britain’s Missing Top Models (Competição destinada a modelos “deficientes” promovido pelo TV BBC) e afirma ter entrado no concurso para encorajar outras garotas em situação similar.
Kelly Knox
Outro exemplo digno de divulgação é a Kica de Castro (http://kicadecastro.blogspot.com/), dona e fotógrafa de uma agência que carrega seu nome, trabalha com aproximadamente 80 modelos, todos com necessidades especiais, alguns deles até com carreiras internacionais. Diz Kica em entrevista ao programa, TVendo e aprendendo: “Valorizamos no ensaio a existência do corpo, não importa o corpo que você tenha”. Uma de suas modelos é Caroline Marques, sonhava em ser modelo desde muito pequena, sofreu um acidente aos 9 anos e ficou paraplégica. Conheceu Kica através de uma amiga e hoje trabalha com a mesma, acredita que somente resta para a sua realização profissional e pessoal desfilar ao lado de outra modelo, como Gisele Bündchen, não como moda inclusiva mas como qualquer outra modelo.
Kica de Castro e Caroline Marques
Outras modelos como Vanessa Vidal (Deficiente auditiva, vencedora do segundo lugar no Miss Brasil 2008), Paola Kloekler e Brenda Costa tambémtem tomado espaço nessa atmosfera antes tão “perfeita”.
Caroline Marques e Paola Kloekler
Brenda Costa e Vanessa Vidal



























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